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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Citroën DS3 é o hot hatch que faltava


O fim da reta se aproxima. O velocímetro aponta 150 km/h, obtidos com a quarta marcha "cheia". Curva à esquerda. Reduzo para terceira, segunda, freio forte e aponto a frente do Citroën DS3 para cima da zebra, já fazendo a tangente para apontar na próxima reta. Com o controle de estabilidade desligado, o hatch desgarra um pouco de frente e segue escorregando controladamente até a zebra oposta. E tome reta de novo, terceira, quarta marcha... O motor 1.6 16V turbo tem pegada (os 24,5 kgfm de torque surgem logo a 1.400 rpm), mas é com giro alto que ele gosta de trabalhar.
Agora temos uma leve curva à esquerda e uma mais fechada à direita, que exige pé pesado no freio e novas reduções. O câmbio manual de seis marchas tem engates curtos, o que ajuda na pilotagem. Hora de convocar os 165 cv mais uma vez, e logo nos deparamos com um "S" em descida – um verdadeiro teste para qualquer suspensão. Mesmo a mudança brusca de direção, que faz a carroceria rolar de um lado para o outro, não desequilibra o esportivo. A traseira segue perfeitamente presa ao chão, enquanto a dianteira obedece caninamente as ordens da direção. 







À essa altura, eu já me dava por covencido: a relação custo-diversão do DS3 é imbatível. Ele tem o preço do Mini Cooper Salt e traz o motor do Cooper S. Precisa dizer mais? Tá bom: é bem mais charmoso que o Bravo T-Jet e deixa o Fiat comendo poeira, por alguns reais extras. Saudade do Civic Si? Oras, o francesinho anda mais e custa uns R$ 20 mil a menos. E olha que ele já vem com ar digital, entrada para iPod no sistema de som, ESP, airbags fontais e laterais, ABS, computador de bordo... O único opcional é o revestimento de couro, por mais R$ 2.900. Ou seja, um DS3 completo vai custar no máximo R$ 83 mil. É o hot hatch que faltava!
Foi divertida aquela sexta-feira com o DS3 na pista da Fazenda Capuava, em Indaiatuba (SP). Às vezes as marcas exageram ao fazer lançamentos de sedãs de família por lá, mas a Citroën não poderia ter sido mais feliz na escolha do local de apresentação do modelo. Afinal, o compacto fashion da marca não foi feito só para desfilar. Quem manja de carro sabe do apreço que os bons Citroëns costumam ter por curvas. Agora com motor desenvolvido em parceria com a BMW, as coisas ficaram ainda melhores. Para completar, o carrinho é cheio de estilo: carroceria duas portas, coluna central em forma de barbatana de tubarão, feixe de leds no para-choque dianteiro, teto e rodas aro 17 pintados de preto...





O interior segue à altura. Os bancos têm desenho esportivo, com ótimo apoio lateral, enquanto a direção elétrica é comandada por um belo volante de três raios. A cabine segue as linhas do novo C3 que estreia no Brasil no segundo semestre. A diferença crucial fica pelas opções de personalização, como máscaras coloridas para o painel e apliques para o pomo da alavanca de câmbio. Passando aos lugares de trás, nada de aperto. Fiquei justo com meu 1,78 m, mas sem bater a cabeça no teto ou o joelho no encosto da frente. Existe até uma prática alça para ajudar os passageiros a sair. A reclamar, apenas a falta de uma iluminação na parte dianteira da cabine – há apenas uma luz no centro do teto.
Saindo da pista, o DS3 é mais confortável do que se espera. Aquela suspensão firme que fez minha alegria nas curvas não chega a maltratar sua coluna como a de um Mini Cooper S ou um Civic Si. E a direção fica levinha em baixas velocidades. Apesar de baixo, o esportivo não raspa à toa em valetas. O lado "cansativo", quem diria, fica por conta do próprio powertrain. O câmbio exige trocas constantes (e o engate da segunda às vezes é um pouco duro), enquanto o motor pede certo giro para desenvolver. Nas curvas de esquina e saídas de lombadas em segunda marcha, abaixo de 2 mil rpm, o carro demora um pouco a embalar. O ideal é andar com 3 mil rpm para cima, quando entra a "puxada" do turbo.






É difícil andar devagar com o DS3, mas, se você fizer isso, será recompensado pelo baixo consumo: nossa média entre cidade e estrada ficou em 13 km/l de gasolina (ele não é flex). Sobre os testes de desempenho, bem.... A medição completa do novo Citroën está na revista Autoesporte de junho, que chega às bancas nesta semana. Nela, você encontrará uma reportagem especial do DS3 ao lado de Mini Cooper, Hyundai Veloster, Fiat 500 e Audi A1 – com direito a cinco gatas para ajudar na avaliação. Ah, posso adiantar que o DS3 fez bonito.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Citroën DS4 chega à Argentina em maio Hatch francês será vendido por pouco mais de R$ 85 mil


Quando se trata de Citroën, a Argentina está alguns passos à frente do Brasil. Há um ano, o país vizinho já conta com o primeiro integrante da linha DS, o DS3 - que só chega por aqui no início de junho. Agora, à partir de 6 de maio, também estará à disposição dos hermanos o DS4. O hatch premium de cinco portas tem preço inicial de 203.000 pesos (pouco mais de R$ 85 mil) e é oferecido com motor 1.6 turbo, de 163 cv. A transmissão é sequencial de seis marchas e a tração, dianteira.

O modelo é um pouco maior que o DS3, tem 4,27 m de comprimento e 1,53 de altura - ante 3,94 m e 1,45 m, respectivamente. Mas mantém o estilo moderno e esportivo, especialmente com o detalhe das maçanetas das portas traseiras escondidas na carroceria. Entre os itens de série do DS4 estão freios ABS, controles de tração e estabilidade e seis airbags.

Por ora, não há previsão de chegada do DS4 ao Brasil. Sobre o DS3, já se sabe que ele terá motor 1.6 turbo THP (desenvolvido em conjunto pela PSA e a BMW) de 165 cv. O câmbio será manual de seis marchas, transmissão ainda inédita aqui. O preço deve ficar na casa dos R$ 90 mil.

Após onze anos, Citroën Xsara Picasso dá adeus


A notícia era esperada e agora é oficial: nos próximos dias, a Citroën do Brasil encerrará a produção da minivan média Xsara Picasso, lançada em março de 2011. Com linhas ovaladas e estilo próprio, cheio de apelo familiar, o monovolume foi o primeiro veículo produzido pela Citroën no país, inaugurando – junto com o Peugeot 206 – a linha da fábrica da PSA em Porto Real, no Sul fluminense. Em onze anos, 106 mil unidades foram produzidas.

Com o lançamento da minivan C3 Picasso, e da versão aventureira AirCross, o fim de linha para a Xsara Picasso era uma questão de tempo. Desde meados de 2010, o modelo era produzido apenas na unidade brasileira, já que na Europa a dupla C4 Picasso e Grand C4 Picasso sucedeu a minivan derivada da família de médios Xsara – lançada no fim dos anos 90. Mundialmente, o monovolume superou a impressionante marca de 1,73 milhão de unidades.









A Xsara Picasso foi a resposta da Citroën à arquirrival Renault, que em 2006 lançara a Scénic no mercado francês – modelo que rapidamente se tornou um sucesso de vendas. Na Europa, a minivan da Citroën era montada na fábrica espanhola da PSA, em Celta de Vigo. Entre suas peculiaridades, a Xsara Picasso inovou o segmento ao oferecer um interior extremamente amplo e sofisticado, com o quadro de instrumentos todo digital e centralizado do painel.

Ao longo dessa mais de uma década em linha, a Xsara Picasso foi oferecida em diversas configurações, recebeu retoques estéticos discretos e teve um monte de séries especiais. O generoso porta-malas de 550 litros até hoje é referência na veterana minivan, assim como as múltiplas possibilidades de configuração dos bancos traseiros. Segundo a Citroën, o modelo – mesmo após esses onze anos – é um dos recordistas em fidelidade dos proprietários.

Confira abaixo a cronologia da minivan média da Citroën no Brasil:

2000 – Inauguração Centro de Produção da PSA Peugeot Citroën de Porto Real (RJ)
2001 – Lançamento Xsara Picasso no Brasil (março)
2002 – Série Xsara Picasso Étoile
2003 – Série Xsara Picasso Brasil
2004 – Lançamento Xsara Picasso com 138 cv (março)
2004 – Lançamento Xsara Picasso Automatique (BVA) (maio)
2005 – Lançamento Xsara Picasso 1.6 16V (junho)
2006 – Série Xsara Picasso Seleção (março)
2006 – Lançamento Xsara Picasso 1.6 16V Flex (outubro)
2006 – Série Xsara Picasso Navegador (novembro)
2007 – Lançamento Novo Xsara Picasso (reestilização) (agosto)
2008 – Série Xsara Picasso Wii (novembro)
2010 – Série Xsara Picasso Avatar (junho)
2011 – Série Xsara Picasso Movie (março)

Citroën confirma DS3 na faixa de R$ 90 mil Compacto de luxo chega na segunda quinzena de maio


A Citroën confirmou hoje, durante o evento de lançamento de seu Espaço Conceito, em SP, o lançamento da linha de luxo DS no Brasil. O modelo DS3 será o primeiro a chegar, com vendas previstas para entre a segunda quinzena de maio e o início de junho.

O DS3 será equipado com motor o 1.6 turbo THP, o mesmo usado pelo grupo PSA nos Peugeot 408 e RCZ. Adaptado à gasolina brasileira, ele passa a ter potência de 165 cv, um ganho de 9 cv ante o propulsor francês. O câmbio será manual de seis marchas, inédito no Brasil.
De olho no Audi A1 e no Mini, a Citroën deve posicionar o DS3 na mesma faixa de preço dos rivais, por volta dos R$ 90 mil.
A primeira unidade do DS3 exposta no Brasil está, justamente, no novo espaço da marca, que fica na rua Oscar Freire, em área nobre da capital paulista. O Citroën Oscar Freire funcionará, inicialmente, por um ano. Nesse período, reunirá exposições, apresentações musicais e cursos, além de uma boutique, uma brasserie e uma livraria. 
O espaço, 100% aberto ao público, também oferece estrutura para test drive, bem como informações sobre os produtos.  

Citroën DS9 é revelado por completo Conceito híbrido de 295 cv traz um novo visual para a linha



Nesta quinta-feira (12), a Citroën divulgou imagens e informações do novo conceito batizado de Número 9, na França. As novidades nos traços e na tecnologia marcam um novo futuro para a linha DS (hoje, composta pelos DS3, DS4 e DS5, que juntos totalizaram mais de 200 mil vendas, em dois anos). O conceito premium conta com uma motorização formada por dois blocos: um movido à gasolina – ou a diesel, dependendo do mercado – e um motor elétrico com autonomia para 50 km. Por fora, traços alongados revelam uma personalidade elegante baseada no estilo shooting brake (perua esportiva), que introduz uma nova identidade na dianteira, com uma grade frontal tridimensional que se funde dentro dos faróis full led.






Com foco na China, onde será apresentado no próximo dia 23 de abril, no Salão de Pequim, o Numero 9 anuncia o código estilístico dos próximos três modelos da linha: um sedã premium do segmento C, um utilitário e um sedã top de linha do segmento D. As linhas alongadas, o capô comprido e a carroceria baixa (1,27m) dão um ar esportivo ao conceito, que também traz rodas de 21 polegadas projetadas para escoar o ar e reduzir o consumo de combustível. Seguindo o gosto do mercado chinês, as dimensões foram projetadas sem economia: 4,93 metros de comprimento, 1,94 metros de largura e, como não poderia deixar de ser, um amplo entre-eixo de três metros.





Segundo a Citroën, a tecnologia Full-hybrid Plug-in garante um desempenho ecológico, pois é capaz de desligar o motor térmico em ocasiões onde seu funcionamento não é necessário. Mas, em outras situações, como em estradas, o motor a combustão de 225 cavalos – e 28 kgfm de torque – vai de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos, atingindo uma velocidade máxima de 244 km/h. 
Já o motor elétrico (de 70 cavalos e 20 kgfm) pode ser carregado em três horas por meio de qualquer tomada doméstica. Ele é alimentado por baterias de lítio-íon e montado no eixo traseiro. E, caso o motorista necessite, o DS9 passa a tração para as quatro rodas. Por enquanto, ele promete fazer 58,8 km/l e emitir 39 g/km de CO2. 

Citroën C4 Pallas é reestilizado na China

A Citroën e sua parceira chinesa, a Dongfeng, revelaram nesta quarta-feira (28) o novo C-Quatre – modelo equivalente ao C4 Pallas argentino vendido há alguns anos no Brasil. O sedã médio foi reestilizado e ganhou traços que (aparentemente) buscaram aproximá-lo da nova geração do C4 francês, revelada em 2010 no Salão de Paris (França). O modelo, que já chegou às lojas chinesas da montadora, também recebeu retoques no interior. 
Por fora, as mudanças foram sutis, porém razoáveis. Embora tenha mantido as formas arredondadas, o C-Quatre trocou os faróis ascendentes nas pontas por conjuntos retangulares com recortes irregulares. Atrás, as lanternas (que já seguiam o padrão de C4 e C5) tiveram as seções de luz alteradas. Já no interior, o painel ficou mais geométrico e comandos foram reposicionados. Por ora, não se sabe se a Citroën vai mexer no C4 Pallas argentino.

 
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