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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ranger muda para ser a referência da categoria

 

A Ford Ranger mudou por fora, por dentro e por baixo. A linha 2013 da picape ganhou visual mais agressivo, ficou mais luxuosa e recebeu novos motores. Além disso, a partir de agora o modelo passa a oferecer opções que não existiam na linha, caso do motor flex e do câmbio automático.
A versão flex utiliza motor 2.5 Duratec de comando duplo variável e 173 cv. Chega e já assume o posto de o mais potente da categoria (para se ter uma ideia, o 2.4 da Chevrolet S10 gera 147 cv). O motor a diesel também é novo. No lugar do International (3.0 de 163 cv), entra um novo motor de cinco cilindros e 200 cavalos. Como o antigo, ele é dotado de turbina de geometria variável, da Garrett. Dependendo da velocidade dos gases de escapamento, as pás mudam a abertura. O resultado é um comportamento muito bom em qualquer faixa de rotação. Graças ao sistema, a Ranger também passa a ser a mais potente da categoria (a Frontier tem 190 cv).







A Ford ainda não divulgou a relação completa de preços, mas anunciou que vai ser bem competitiva: a cabine dupla 4x2 flex XLT vai custar R$ 75.500. Já a topo de linha, Limited, com motor a diesel, 4x4, automática, vai sair por R$ 130.900. O preço é equivalente ao das concorrentes (sempre considerando os modelos mais caros), porém, nenhuma vem tão completa, caso dos seis airbags, GPS no painel, câmera de ré, etc.
Em termos de estilo, João Marcos Ramos, gerente de design da Ford, enfatiza que a proposta foi criar “uma picape da cintura para baixo e um carro de passeio daí para cima”. Isso explica o para-brisa bem inclinado, que reforça o visual esportivo. “Conseguimos robustez na parte de baixo e fluidez na parte de cima”, diz. 





O novo painel é um dos elementos responsáveis por aproximar a picape do universo dos carros de passeio. Por dentro, a Ranger tem luxo comparavável ao de automóveis de passeio sofisticados. O motor a diesel faz pouco barulho, as respostas são boas, a suspensão quase não pula no asfalto (e ignora buracos) e a direção é precisa, sem contar o reduzido diâmetro de curva, muito útil em manobras. O inédito motor 3.2 Duratorq não tem apenas a maior potência, mas também o maior torque da categoria (ao lado da S10): são 47,9 kgfm a partir de 1.750 rpm. Graças a ele, a 120 km/h a Ranger anda suavemente a 2.000 rpm. Pressionando o pedal, porém, ela se transforma. No teste, fez 0 a 100 km/h em 11 segundos.
A única coisa que poderia ser revista é o comando do computador de bordo. Ele é feito pelo botão do hodômetro, diretamente no quadro de instrumentos. É muito mais fácil acessar os comandos nas alavancas ou no volante, em vez de ter de pôr a mão atrás da direção para consultar o computador. Outra coisa: como em outros carros da marca, a Ranger informa consumo em litros por 100 km, e não o tradicional, km/litro. Para compensar, o sistema de som é muito bom (Bosch), o modelo vem com GPS no painel e o ar digital é dual zone. O câmbio automático de seis marchas tem alavanca curta, como em carro de passeio, e opção de trocas sequenciais. 





Na terra a picape também apresentou disposição. Graças ao controle de descida, é possível deixar toda a operação por conta da Ranger. Basta apertar o botão no painel que o dispositivo vai freando individualmente as rodas, para manter a picape na trajetória. Como na VW Amarok, não é preciso nem frear nem acelerar. A diferença, em relação à VW, é que na Ford a aceleração pode ser feita por meio do controlador de velocidade. Há possibilidade de bloqueio de diferencial, e a tração 4x4, engatada por meio de um botão giratório, pode ser feita a até 120 km/h.
Além do controle de descida, a Ranger também vem com o dispositivo que impede a volta, quando se solta o pedal de freio em aclives, durante o tempo em que o motorista leva para tirar o pé do freio e pisar no acelerador. 






A nova Ranger é o resultado de um projeto global, desenvolvido na Austrália por engenheiros da Ford do mundo inteiro. A razão é que ela tem previsão de ser vendida em 180 países, ou “95% do planeta”, destaca a montadora. Por aqui, ela diz que está preparada para o aumento de demanda. Para isso, a fábrica da Argentina já implantou o segundo turno de produção.
Acompanhe na revista Autoesporte de julho o comparativo da nova picape. Na revista, ela enfrenta Volkswagen Amarok, Chevrolet S10, Toyota Hilux e Nissan Frontier.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A bordo do novo EcoSport


A nova geração do EcoSport ainda nem chegou ao mercado, mas já participou de um show de música em Salvador (BA) e, neste sábado, dia 9, jogou futebol em São Paulo (SP). Isso mesmo. E no comando do jipinho estavam nada menos que o atacante Robinho, do Milan, e o goleiro Marcos, ex-Palmeiras.

O chamado "EcoSport Parade" envolveu cobranças de pênaltis entre os jogadores, usando o carro para bater numa bolona de 22 kg em direção a um gol gigante. Enquanto um "chutava", o outro tentava "defender" a bola - e tudo narrado pelo apresentador Márcio Garcia.




Brincadeiras à parte, foi a primeira chance de conferir o novo modelo da Ford de perto. Após o jogo, Autoesporte teve acesso à versão Titanium 2.0 manual do EcoSport, a topo de linha nessa primeira fase de lançamento (depois virão o 2.0 automático de seis marchas e o 2.0 4WD, com tração integral).

A versão definitiva do jipinho manteve praticamente todo o arrojo visual do protótipo mostrado no Salão de Nova Délhi, na Índia – mudou apenas o interior dos faróis, que perdeu o feixe de leds. Ao vivo, é interessante como o carro se mostra imponente e compacto ao mesmo tempo, com destaque para a enorme grade dianteira e a coluna traseira preta, fazendo a ligação entre os vidros laterais e o traseiro. Detalhe bacana é a maçaneta embutida na lanterna direita. Basta apertar um botãozinho sob a abertura na peça e puxar a tampa, que serve de apoio para o estepe. O porta-malas aparenta ter tamanho semelhante ao do atual, ao redor dos 300 litros.







Mas se o estilo externo era conhecido, o interior só havia sido visto pelos jornalistas em fotos. E o que a gente encontra é uma versão ampliada do New Fiesta: das saídas de ar ao sistema de som com desenho inspirado em teclados de celular, passando pelo quadro de instrumentos, tudo lembra o hatch mexicano. A novidade maior fica pela parte central do painel, já que esse Eco traz ar-condicionado digital e partida por botão, como no Focus Titanium. O porta-luvas é refrigerado.

Em relação ao New Fiesta, a posição de dirigir é obviamente mais elevada e a alavanca de câmbio fica um pouco mais baixa. Mas a grande diferença fica por conta do espaço interno: aqui não tem aperto no banco traseiro, nem para as pernas, nem para a cabeça. Com o banco da frente regulado para meu 1,78 m, fiquei bastante confortável atrás. E há encosto de cabeça também para o quinto ocupante.




O modelo mostrado ainda era um pré-série, trazendo alguns plásticos sem acabamento. Mas já deu para perceber que a qualidade evoluiu em relação ao EcoSport atual. Há detalhes bacanas como peças imitando alumínio escovado e a parte central do console em "black piano", além do painel bicolor - cinza e bege claro, no caso dessa versão Titanium. Notamos também as inscrições "airbag" nas laterais do teto (indicando a presença das bolsas laterais) e a costura vermelha nos bancos de couro preto.

Outros equipamentos já são conhecidos do New Fiesta: controle de estabilidade, assistente de partida em rampas e o sistema de entretenimento Ford Sync, que oferece entrada para iPod (além da auxiliar) e conexão Bluetooth com celular.








A chegada do novo EcoSport às lojas deve acontecer em agosto, primeiro nas versões SE, FreeStyle e Titanium, com motores 1.6 Sigma (115 cv) e 2.0 Duratec (145 cv), sempre com câmbio manual. Conversando com executivos da Ford, nota-se que a intenção é manter o preço nos patamares atuais. Ou seja, a partir de R$ 55 mil.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Eleito o Mustang GT tunado por mulher para o SEMA


Depois de dez dias de votação on-line, foi escolhido o Mustang GT 2013 que será exposto no SEMA, maior feira de personalização automobilística do mundo, sediada anualmente no mês outubro, em Las Vegas. O vencedor foi o High Gear, desenvolvido pela designer da Ford Jennifer Seely. O modelo concorria com outras duas idéias formuladas pela equipe feminina de projetos da montadora.

Um dos objetivos da tunagem era dar uma cara mais feminina ao Mustang GT, parte do nicho dos masculinos muscle cars. A designer alcançou a meta trazendo para o modelo referências do como jóias, alta costura e arquitetura, visíveis sobretudo nos detalhes do veículo.







Rodas, barra horizontal dos parachoques dianteiros, retrovisores e o símbolo do cavalo na grade frontal aprecem em ouro-rosa, contrastando com a pintura setim preto. Alguns itens no interior do carro, como painel, volante e pomo do câmbio também receberam a cromagem especial. Nos bancos, o couro de alta qualidade vem acompanhado por um tecido mais delicado, semelhante à camurça. O capô não ficou de lado e recebeu entradas de ar especiais e detalhes dourados.

Um Mustang GT 2013 concedido pela Ford, patrocinadora do Ford Mustang Women, passará pelas alterações de Jennifer Seely nos meses de julho e agosto, ganhando as formas do High Gear. Depois de sua exposição no SEMA, em outubro, o esportivo será leiloado em um evento beneficente através do eBay. O valor arrematado vai para o SEMA Memorial Scholarship Fund, fundação que oferece bolsas de estudo a potenciais futuros profissionais e inovadores da indústria automotiva.

domingo, 20 de maio de 2012

Chevrolet revela o Trax, futuro rival do EcoSport


Acabou o mistério. Nesta segunda-feira (14), a General Motors revelou o nome e a primeira imagem do seu futuro crossover compacto: Chevrolet Trax. O utilitário esportivo será lançado em setembro, no Salão de Paris (França), para brigar diretamente com a nova geração do Ford EcoSport. E assim como o arquirrival, o modelo da GM será global, vendido em mais de 140 países.

De acordo com a montadora norte-americana, o Trax chega às lojas europeias no último trimestre desse ano. No Brasil, ainda não há informações, mas é muito provável que o crossover seja a principal atração da GM no Salão de São Paulo, no fim de outubro – as vendas devem começar no início de 2013. Dados sobre mecânica também não foram divulgados. Visualmente, o utilitário compacto segue a identidade mais recente marca, com a grade frontal bipartida.

Ford anuncia recall de Mustang Picape F-150


A semana não começou nada bem para as fabricantes. Primeiro, a BMW anunciou recall envolvendo diversos modelos - inclusive Minis. Depois, a Ferrari convocou a 458 Italia e a California e a Dodge chamou donos de 300 e Charger. Agora é a Ford que faz seu chamado. O recall da montadora americana inclui Mustang (2012/2013), F-150 (11/12), Expedition (2012) e Lincoln Navigator (2012).

De acordo com o anúncio, mais de 10 mil unidades terão de passar por um reparo no sensor da transmissão. Uma falha na configuração do componente pode provocar problemas, especialmente, no engate da marcha à ré. O câmbio pode, simplesmente, não parar na posição e caso pare, a luz de ré pode não ser acionada.

Ford quer triplicar a produção de motores EcoBoost até 2015

A Ford declarou que aumentará a produção de motores da família EcoBoost na Europa em 2015. Nesse ano, 480 mil veículos vão oferecer o propulsor que combina injeção direta, comando variável de válvulas e turbocompressor. Para comparar, em 2011, foram 141 mil carros equipados dessa forma.

A montadora também promete dobrar o número de modelos adaptados à tecnologia EcoBoost: serão dez. O motor EcoBoost 1.0 litro já foi incorporado ao Focus e passará a ser oferecido, ainda em 2012, nos crossovers C-MAX e B-MAX.

Entre 2012 e 2015, a Ford pretende fabricar 1,3 milhões de EcoBoost, sendo que 800 mil serão na versão de 1.0 litro. Para que as metas sejam alcançadas, esse motor começou a ser produzir também na fábrica de Craiova, Romênia, além de Colônia, Alemanha. Já nas unidades da Ford de Bridgend, Reino Unido, e de Valência, Espanha, a produção das versões 1.6 litro e 2.0 litro será voltada inclusive à exportação para o mercado norte-americano. Os motores vão integrar o crossover Escape e o sedã Fusion.

É bem provável que, aqui no Brasil, uma fábrica da Ford produza o bloco 1.0 litro de três cilindros em linha, com 120 cv de força. A potência é equivalente à de motores 1.6 atuais. Carros mais potentes e econômicos, com motores menores, seguem a tendência downsizing da indústria automobilística. E mais: o EcoBoost contribui para a preservação do meio-ambiente, já que emite menos gases do efeito estufa.

Fábrica da Ford em Camaçari alcança 2 milhões de veículos produzidos Localizada na Bahia


Um Fiesta RoCam Hatch 1.0 Pulse foi o carro número 2 milhões a sair do complexo industrial Ford nordeste, em Camaçari, Bahia. O automóvel, na cor vermelho Arpoador, é um exemplar do modelo mais vendido da marca: foram produzidos 825.961 hatches só no Nordeste. Dessa mesma fábrica, saíram 727.289 EcoSport e 443.985 carros do modelo Fiesta RoCam Sedan. Com menos representantes, as picapes Courier também contribuíram para o marco histórico da Ford de Camaçari: 2.675 unidades. Foram dez anos e meio de trabalho para alcançar esses números.

As conquistas vieram após investimentos pesados na ampliação da produção. Até 2015, nada menos que R$ 2,8 bilhões garantirão que novos recordes sejam atingidos. Pelo jeito, a Ford ainda quer acelerar a produção: a capacidade anual vai a 300.000 automóveis por ano e a primeira fábrica de motores do nordeste já começou a ser construída. A montadora procura associar essa ambição ao cuidado com o meio-ambiente. O novo equipamento, uma linha de prensas com velocidade de 15 golpes por minuto, reduzirá o consumo de óleo.

Você se lembra de que Autoesporte noticiou a nova geração do EcoSport, que estreará em junho? Pois é, a versão foi desenvolvida no centro de desenvolvimento do produto da América do Sul, que tem uma de suas oito unidades mundiais na fábrica de Camaçari. Um time de 1.500 engenheiros e designers é responsável por criar os novos modelos da Ford. Eles têm à disposição tecnologias de simulação digital, fábrica-piloto, laboratórios de eletrônica, elétrica e durabilidade de componentes, além de um centro técnico e uma pista de testes.

Ford impede JAC de lançar clone da picape F-150

Sem grandes alardes, um dos veículos com estreia marcada para o Salão de Pequim não compareceu ao evento chinês. A JAC Motors foi acusada pela Ford de copiar a F-150, modelo mais vendido dos Estados Unidos entre 1991 e 2007. Em um processo secreto, a montadora norte-americana anulou as patentes da JAC e conseguiu barrar a exposição da picape média 4R3, que é visivelmente um clone da caminhonete de maior sucesso da Ford.

As semelhanças entre JAC 4R3 e Ford F-150 são mais gritantes na parte frontal. O formato dos faróis dianteiros e o escudo (oval com fundo azul) do modelo chinês são praticamente idênticos ao da picape norte-americana. Os chineses só não imitaram a mecânica da F-150. Enquanto a consagrada picape da Ford usa um motorzão de 306 cv e 38,4 kgfm de torque, o modelo oriental conta com um propulsor de apenas 108 cv e 24,4 kgfm de torque.

Três esportivos estreiam com preços atraentes


A crise econômica pode até estar complicando a vida dos ingleses e norte-americanos. Mas a oferta de modelos esportivos por lá continua bem atraente. Essa semana Ford, Subaru e Volkswagen anunciaram os preços de três esportivos novinhos – e inéditos no Brasil. Nos Estados Unidos, o Focus ST foi anunciado por US$ 24.495 (R$ 46,3 mil), enquanto no Reino Unido o cupê BRZ e o Golf GTI Cabrio estrearam por £ 24.995 e £ 29.310 (R$ 76,7 mil e R$ 89,9 mil).

Preparado com um kit esportivo e exibindo belas rodas aro 18, o Focus ST (de nova geração) usa o moderno bloco 2.0 Ecoboost turbo a gasolina, de quatro cilindros e 255 cv de potência. Já o Golf GTI Cabrio, lançado no Salão de Genebra, é a versão conversível mais rápida de todos os tempos do modelo, e vem equipada com o conhecido motor 2.0 turbo de 210 cv. Já o Subaru BRZ – o único do "trio" com tração traseira – usa o propulsor 2.0 Boxer de 200 cv de força.


 
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