Mostrando postagens com marcador Mercedes-Benz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mercedes-Benz. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Venda de importados sobe em maio; mas queda é de 16,3% no ano


Enquanto a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, comemora alta de 12,1% nas vendas de automóveis e comerciais leves no mês de maio (com vendas de 274.278 unidades ante 244.576, em abril), a representante das importadoras não tem tantos motivos para festejar. Em balanço divulgado hoje, a Abeiva revela que a alta no comércio dos modelos de suas associadas foi de apenas 4% no último mês, quando 12.388 veículos foram emplacados - 471 a mais que em abril.

Parte dessa diferença pode ser atribuída ao fato de que o desconto no IPI promovido pelo governo para aquecer o setor automotivo teve pouco impacto sobre os importados. O motivo óbvio é o "Super IPI", que continua somando 30 pontos percentuais aos carros trazidos de outros países, que não os do Mercosul ou o México. "Depois do pacote de incentivos anunciado no dia 21 de maio, de redução da alíquota do IPI para carros de 1.0 de 7% para 0%, veículos de 1.0 a 2.0 litros de 11% para 5,5% [flex] e de 13% para 6,5%, somente as montadoras se beneficiaram. Os carros importados tiveram redução, mas de 37% para 30% no carro de 1.0 litro e de 41% e 43% para 35,5% e 36,5%, respectivamente para veículos de 1.0 a 2.0 litros flex fuel e gasolina, sem levar em conta a alta do dólar", avalia Flavio Padovan, presidente da Abeiva.

O melhor desempenho em maio não alivia a situação dos importados no país. Se comparado a igual período de 2011, o resultado desse ano é 35,6% inferior - naquele mês, 19.227 unidades foram vendidas. Já se considerarmos os cinco meses de 2012, a queda é 16,3%: entre janeiro e maio últimos, 59.768 modelos foram emplacados, contra 71.388 do ano passado. No balanço divulgado em abril, essa redução nas vendas era de 9,2%.

Diante desse cenário, a participação das marcas associadas à Abeiva (veja lista abaixo) no mercado nacional caiu de 4,87% em abril para 4,51% em maio - em maio de 2011, ela era de 6,4%. Se levarmos em conta o total de emplacamentos até o fim de maio, vemos que o market share caiu de 5,28% em 2011 para 4,63% nesse ano.

Altos e baixos
As marcas que mais sentem as mudanças no mercado brasileiro até o momento, são Aston Martin, Effa Changhe, Porsche, Kia e Ssangyong. No acumulado do ano, suas vendas registraram queda de 73,7%, 69,8%, 65,8%, 45,4% e 41,1% - respectivamente. Apesar disso, a Kia Motors segue como a fabricante que mais vende importados no país: foram 18.171 unidades no ano (em 2011, o número chegava a 33.309) e 4.175 em maio (3.980 em abril).

No caminho oposto, aparecem marcas que cresceram acima dos 50% do ano passado para cá. Lidera essa alta no desempenho a Jinbei Automobile (que comercializa Towner e Topic), que viu suas vendas subirem 133,5% em 2012 - para 488 unidades. Na sequência, está a Lamborghini, que cresceu 100% (vendeu 12 modelos). Depois, vem Chery (58,9% com 7.962 unidades), Jeep (55,4%, 1.259 veículos) e Dodge (54,3%, 1.531 carros).

Veja abaixo a lista dos modelos mais vendidos em maio e o ranking das importadoras no mês passado.
Top 10 das importadoras da Abeiva - tomando maio como referência.

Marca Vendas
Maio (2012)
Maio (2011)
Acumulado (2012)
1º Kia Motors 4.175 8.111 18.171
2º JAC Motors 1.750 3.039 8.535
3º Chery 1.387 1.532 7.962
4º Land Rover 775 572 3.467
5º Suzuki 652 561 2.841
6º BMW 631 1.087 3.014
7º Hafei Motor 529 690 2.700
8º Effa Hafei 470 832 2.447
9º Audi 303 472 1.642
10º Dodge 299 173 1.531

Top 10 dos modelos comercializados no último mês.
Modelo Vendas
em maio (2012) Acumulado
do ano
1º Chery QQ 823 4.340
2º JAC J3 786 4.234
3º Kia Sorento 780 2.717
4º Kia Bongo 746 3.757
5º Kia Cerato 703 2.685
6º Kia Sportage 659 3.220
7º Kia Picanto 596 2.613
8º JAC J3 Turin 510 2.738
9º Land Rover Evoque 474 2.376
10º Hafei Towner Pick Up 456 2.232

Marcas associadas à Abeiva:
Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, JAC Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mazda, Mini, Porsche, Ssangyong, Suzuki e Volvo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Mercedes SLS ganha versão AMG GT com 20 cv a mais


A Mercedes-benz tem uma má e uma boa notícia para você. A primeira é que a produção do SLS AMG acabou na linha 2013 da marca alemã. A boa é que ela deu lugar ao SLS AMG GT, uma versão evoluída do original. Isso significa que o topo de linha ficou ainda mais nervoso, sem perder as opções Coupé e Roadster.

O motor, por exemplo, permanece o mesmo V8 6.2 do modelo atual, mas ele foi acrescido de 20 cavalos, atingindo um total de 591 cv a 6.800 rpm no novo SLS. A melhoria se refletiu no desempenho, claro. E agora o esportivo atinge 100 km/h em 3,6 segundos - um décimo de segundo mais rápido que antes, segundo a marca. O torque permanece com a mesma cifra de 66,2 kgfm a 4.750 rpm, e a caixa de câmbio continua a automática de dupla embreagem e 7 velocidades AMG Speedshift. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 317 km/h. 










As rodas dianteiras ainda são de liga-leve de 19"calçadas em pneus 265/35 de borracha mais aderente, mas as traseiras agora são de 20" com pneus 295/30. O sistema de suspensão adaptativa também foi retrabalhado, e ficou mais firme nas molas e amortecedores em relação ao SLS de 2012. 









Em visual, exterior e interior permanecem os mesmos, mas o novo pacote de acabamento Designo Style permite uma série de combinações de elementos, como retrovisores externos em fibra de carbono, cobertura do motor em fibra de carbono, rodas de 10 raios em cores adicionais, sistemas de freios de cerâmica e interior com três opções diferentes de acabamento em um ou dois tons, com uma variedade de couro e costuras diferentes. Há ainda o kit multimídia com sistema de som da Bang & Olufsen BeoSound.

As vendas do SLS AMG GT começam no segundo semestre, na Alemanha, e em seguida no resto do mundo. Os preços ainda não foram divulgados.


domingo, 20 de maio de 2012

Mercedes estuda ampliar tecnologia de vidros eletrocrômicos


A Mercedes-Benz pode ampliar em seus futuros sedãs de luxo uma tecnologia que tornará ainda mais confortável o tempo de viagem de seus passageiros. O sistema elétrico que escurece o vidro do teto do SLK na Europa poderia ser estendido a outras partes, como o vidro traseiro.
O sistema elétrico lançado no atual SLK é acionado por um botão no console central para fazer com que os vidros se escureçam, evitando o excesso de luminosidade no interior da cabine.

Os vidros eletrocrômicos podem servir para substituir as atuais cortinas elétricas que muitos modelos de categorias superiores, como o recém-lançado Hyundai Genesis ou o Classe S, da montadora alemã. Segundo informações do site Motor Trend, a Mercedes não definiu se a tecnologia será aplicada em outros modelos além do atual SLK ou se questões como leis e custos podem atrapalhar o lançamento. Há diferentes regras sobre o limite máximo de escurecimento dos vidros em diversos países.
O SLK 250, única versão importada para o Brasil, não conta com essa tecnologia nem nos vidros do teto solar e não há previsão para que a versão com os vidros eletrocrômicos seja comercializada aqui.

Classe C 63 AMG será Safety Car de competição alemã


A Mercedes-Benz confirmou que o próximo carro utilizado como Safety Car nas provas da competição alemã German Touring Car Masters (DTM) será o Classe C 63 AMG Coupé Black Series. As provas começarão no próximo final de semana, em Hockenheim, na Alemanha.

O coupe é equipado com um bloco 6.3 litros V8 de 524 cv de potência e brutos 63,2 kgfm de torque, o que o torna este cupê Classe C mais potente de todos os tempos. O C 63 AMG, que é naturalmente aspirado, chega a 100 km/h em 4,2 segundos e tem velocidade máxima limitada em 300 km/h.

A montadora alemã afirmou que poucas modificações tiveram de ser feitas na versão de produção para que o Safety Car atendesse às regras de segurança exigidas. Na prática, foram feitas apenas alterações aerodinâmicas. Além disso, luzes piscantes foram adaptadas, com leds em laranja e verde para alertar os pilotos sobre a situação da pista. No interior, os bancos tipo concha e os cintos de quatro pontos, exigidos pela organização das provas, são da AMG.

Mercedes Concept Style Coupé tem lançamento mundial


A Mercedes-benz aproveitou a abertura do Festival "Transmission LA: AV Club" para lançar seu novo conceito, o Concept Style Coupé, um sedã quatro lugares bem de sua versão final, que será lançada em 2013. O derivado desse conceito, um sedã com possivel nome CLC ou CLA, será um 4x4 com motor turbocharged de 4 cilindros, 211 cv e câmbio de 7 marchas. Inicialmente, ele será feito na Alemanha e na Rússia. Não existem ainda planos abertos do carro ser fabricado no Brasil, o que poderia acontecer com a reativação da fábrica de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que hoje produz apenas caminhões.
O modelo traz design agressivo, com vincos fortes que contrastam com o design fluido e a sensação de clareza e e limpeza. As maçanetas são retráteis e, ao serem tocadas, saem pra fora, voltando automaticamente para o lugar original ao abrirem as portas. Na dianteira estão as principais representantes da nova linguagem da marca: a grade com padronagem de pontos arredondados chamada “diamond-look” e o design do farol, que possui um facho de luz diurna, que segue o desenho do capô e se repete no retrovisor.


No Concept Style Coupé, a parte interna do farol se abre como se fosse uma flor desabrochando para apresentar o facho de luz. Acima da luz de pisca existem cílios mecânicos, que se movimentam constantemente. Eles estão presentes tanto no farol dianteiro quanto traseiro, e trazem o efeito de um carro ganhando vida.
O interior tem painel com acabamento em nobuque, alcântara e fibra de carbono, além de luzes que envolvem as saídas de ar e mudam de cor. Destaque para a tela multimídia que sai da parte inferior do painel e fica separada dele, na parte superior. 


Segundo Mark Fetherston, líder do time responsável pelo design do conceito, a renovação no design completo da marca e a criação dos cinco carros que dividirão essa plataforma (Classes A, B, o Coupé, um Crossover que será lançado em 2014 e um ainda não divulgado) vem ao encontro da necessidade não só de manter os atuais consumidores, mas principalmente conquistar um público mais novo que, ao escolher o seu primeiro carro de luxo, acaba optando por marcas como Audi e BMW.
A expsoição, que faz parte da séria de festivais pelo mundo organizados pela Mercedes-Benz chamados de Avant/Garde Diaries, ficará aberta em Los Angeles do dia 20 de Abril ao dia 06 de maio, na galeria Geffen Contemporary at MOCA, e tem curadoria do cantor Mike D, da banda Beastie Boys. 

Mercedes Style Coupe aparece na rede em fotos


Nesta quarta-feira (18), vazaram fotos inéditas do novo conceito da Mercedes-Benz: o Style Coupe. Pelas imagens, é possível ver todos os ângulos do sedã que, talvez, se transformará nos próximos Classe CLC ou CLA, a versão sedã do novo Classe A. Especulações também dizem que a produção do modelo terá início já em 2013; outros acreditam que a “maternidade” será a futura fábrica brasileira.

O veículo virá para competir com o Audi A3 e o Volvo V40. Suas medidas são um pouco maiores que as do Classe C: 4,6 metros de comprimento e 1,8 metro de altura. A plataforma é a mesma dos recentes Classe A e B – conhecida como MFA. Além da tração nas quatro rodas, também se acredita que o modelo poderá vir equipado com a variante de alto desempenho AMG. Não há informações oficiais, mas especula-se que o motor 2.0 turbo à gasolina (de quatro cilindros) produzirá 211 cv. A transmissão terá sete velocidades e dupla embreagem.






Espera-se que a apresentação oficial aconteça no Salão de Pequim (China), na próxima semana. Também há expectativas para que Los Angeles (EUA) seja a primeira cidade a receber o conceito, no festival de música Transmission LA: AV Club, no dia 20 de abril. Isso porque a Mercedes quer reforçar a aproximação da marca com os mundos das artes e do público jovem.


Uma viagem com o Mercedes-Benz SLK 250 Sport Nova versão do roadster chega para tentar amenizar o impacto do IPI


Nesta terça-feira (3), enquanto o ministro de desenvolvimento indústria e comércio exterior, Fernando Pimentel, anunciava o novo regime automotivo, em São Paulo, eu acelerava rumo ao litoral, a bordo do novo SLK 250 Sport, da Mercedes-Benz. Você deve estar se perguntando: e o que o pronunciamento do Pimentel tem a ver com o passeio (ops, test-drive)? A resposta tem apenas três letras: IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Eu explico. Em setembro do ano passado, o governo elevou em 30 pontos percentuais a alíquota do IPI para veículos importados com menos de 65% de conteúdo nacional. O objetivo era frear as importações e equilibrar a balança comercial. E entre as vítimas está o SLK, que vem da Alemanha. Em linhas gerais, as medidas anunciadas na terça visam elevar o conteúdo brasileiro dos veículos estrangeiros e reduzir o IPI, de forma gradual, a partir do ano que vem. Mas enquanto 2013 não chega, os distribuidores traçam estratégias para driblar perdas geradas pelo imposto.
No caso do conversível, a saída encontrada pela Mercedes foi substituir as versões SLK 350 e SLK 200, disponíveis no País desde meados de 2011, pela intermediária 250 Sport. De acordo com a Fenabrave, associação que reúne os distribuidores de automóveis, a linha SLK acumulou 544 emplacamentos de julho a dezembro do ano passado. Dirlei Dias, gerente de vendas e marketing de produto da Mercedes-Benz, justifica a estratégia. "Mesmo sem o repasse de todo o IPI para o consumidor, com a alíquota atual de 30%, o preço do SLK 200 passaria de R$ 218 mil para perto de R$ 270 mil. Já o SLK 350 saltaria de R$ 265 mil para R$ 350 mil. Ficaria inviável", explica. Oferecida desde o mês passado, a nova versão é vendida por R$ 249.900. Dirlei Dias espera que o modelo substituto alcance, “pelo menos”, 400 unidades emplacadas em 2012. Mas o 250 Sport não deve ficar por muito tempo só na gama SLK. Em meados deste ano, a marca promete trazer a versão top 55 AMG, com motor de 421 cv. 












Receita alemã

Sob o capô, o 250 Sport traz um motor de quatro cilindros, 1.8 litro, a gasolina, e equipado com injeção direta de combustível. De acordo com o fabricante, ele é capaz de entregar 204 cavalos com a ajuda de um turbocompressor. Toda a potência é entregue aos 5.500 rpm. Já o torque máximo, de 31,6 kgfm, surge logo aos 2.000 giros, mantendo-se até os 4.300 rpm. A tração é traseira e o câmbio 7G Tronic Plus tem sete marchas. Essa combinação de atributos faz o SLK 250 alcançar 243 km/h de velocidade máxima e chegar aos 100 km/h em 6,6 segundos. Nada mal para um carro de 1,5 tonelada. Concorrente direto do roadster da Mercedes, o BMW Z4 sDrive23i é mais leve (1.430 kg) e tem os mesmos 204 cv, mas demora 7,3 s para chegar aos 100 km/h. Assim como o rival, o Z4 tem tração traseira e câmbio de sete marchas, porém levaria vantagem já que conta com sistema de dupla embreagem para agilizar as trocas de marcha – o SLK não conta com esse recurso.
Visualmente, o 250 Sport é idêntico às outras variantes. Inspirado no irmão maior SLS AMG, o SL compacto tem como destaques o capô elegante, a grade dianteira saliente e o belo conjunto óptico com fileiras de leds, inclusive para iluminação diurna. As saídas de escape quadradas, posicionadas de cada lado do pára-choque traseiro também dão ao SLK uma pose de V6. A combinação entre acabamentos cromados ou de alumínio escovado e couro garantem sobriedade e requinte à cabine, que também traz as mesmas saídas de ar em X do SLS, no painel. Falando nele, uma tela colorida posicionada no centro exibe mapas de navegação via satélite Garmin e dial digital de rádio. 

Segundo a Mercedes, os revestimentos de couro contam com tratamento químico especial para absorver menos calor quando o interior estiver exposto ao sol. Ou seja, no SLK não há risco de queimar a pele em contato com o banco de couro em dias ensolarados. Para cobrir a cabine, basta puxar o botão em forma de U, instalado no console central, segurando-o até que a capota acople no para-brisa. A operação leva cerca de 20 segundos, dois segundos a mais que o movimento inverso. Em ambos os casos, a Mercedes recomenda que eles sejam feitos com o carro parado. Com o teto guardado no porta-malas, ainda sobra 225 litros de espaço para bagagens.
Entre os equipamentos embarcados no conversível estão seis airbags, sistema Neck-Pro, capaz de minimizar o efeito chicote na coluna vertebral em caso de colisão, cintos de segurança com pré-tensionadores, ar-condicionado digital, com regulagem de duas zonas, GPS de alta precisão, farol bi-xenon com lentes direcionais e assistente de estacionamento com sensores que medem o tamanho das vagas e dispositivo Attention Assist, que alerta o motorista por meio de sinais sonoros e visuais em caso de um suposto cochilo na direção.






No primeiro trecho da avaliação, viajei no banco do passageiro, que oferece regulagens elétricas do assento, do encosto e dos apoios de cabeça e lombar. Há espaço de sobra para esticar as pernas, mas a posição inconveniente do extintor de incêndio incomoda o joelho esquerdo. Placas giratórias de acrílico transparente, fixadas logo atrás dos arcos de proteção de cabeça, ajudam a diminuir a turbulência gerada pelo vento quando o carro está acima dos 100 km/h. Fiz o test-drive ao lado de um jornalista com 1,84 de altura e cerca de 100 kg de peso. Perguntei se a posição de dirigir era confortável e ele concordou, apesar de a posição do assento estar no limite da regulagem e a cabeça quase encostar no teto.
Ao volante
Assumi o volante do SLK já na rodovia dos Tamoios, que liga a região de São José dos Campos ao litoral norte do Estado. E nos 111 km do percurso pude sentir o comportamento do conversível em trechos sinuosos, com asfalto de qualidade regular ou ruim. A suspensão, herdada da geração anterior do SLK, trabalha muito bem, mantendo o carro estável. Os pneus largos de 18 polegadas também tem papel importante no bom desempenho do conjunto. Mesmo em curvas fechadas, contornadas em alta velocidade, o roadster transmitiu uma sedutora sensação de segurança.
Com o teto fechado e o câmbio na posição D, o que mais chama a atenção é o silêncio dentro do habitáculo. O motor parece adormecido. Mas é só mudar o modo de condução para Sport, apertando um pequeno botão ao lado da alavanca, para o quatro cilindros despertar. Um dispositivo instalado próximo do corpo de borboleta se encarrega de dar o tom diferenciado aos roncos acima dos 4.000 rpm, atiçando quem estiver ao volante. As trocas de marcha ocorrem automaticamente entre 3.000 e 4.000 giros e de forma mais áspera. Alterando para o modo M (manual), os engates podem ser feitos com ajuda de hastes atrás do volante. E esta é a condução mais prazerosa, principalmente nos trechos de serra. Algumas horas e quilômetros depois, eu estava de volta à capital paulista. E apesar de ter feito uma coisa que muita gente sonha em fazer um dia - desfilar a beira-mar ao volante de um conversível de luxo -, quero esclarecer que eu, assim como os colegas que cobriram a coletiva do ministro, estava trabalhando. 

Novo Mercedes-Benz Classe GL surge na web Maior utilitário esportivo da fábrica alemã será revelado em Nova York


Nesta segunda-feira (2), diversos sites estrangeiros publicaram o que parecem ser as primeiras imagens do novo Classe GL, o utilitário esportivo grande de luxo da Mercedes-Benz. Lançado em 2006, o modelo (re)estreia atualizado nesta quarta-feira (4), na abertura do Salão de Nova York à imprensa especializada. A escolha da mostra nova-iorquina tem sua razão: os Estados Unidos são o maior mercado do Classe GL no mundo.

Por enquanto, a Mercedes ainda não divulgou detalhes técnicos das mudanças feitas em seu maior utilitário. Sabe-se apenas que o novo GL é feito sobre a mesma plataforma do Classe ML, porém com o entre-eixos alongado – para acomodar até sete passageiros. Em termos visuais, o modelo segue o padrão atual da montadora, com leds diurnos integrados aos faróis e aos para-choques com tomadas de ar maiores.






Na traseira, as lanternas deixam o formato levemente verticalizado e agora invadem a tampa traseira e as laterais, dispostas horizontalmente. Por dentro, vê-se que o Classe GL é de categoria elevada: quase todo o interior é revestido em couro e repleto de detalhes em aço e apliques de madeira nobre. A sofisticação também é gritante, com uma infinidade de comandos, botões giratórios, iluminação e tela de LCD no alto do console.

A mecânica ainda é uma incógnita. Sites especializados especulam que o novo Classe GL será equipado com o bloco 3.0 V6 diesel turbo, e um motor 4.6 litros V8 biturbo (entre as opções a gasolina). Para gerenciar os propulsores, a montadora alemã deve instalar a moderna caixa automática de sete marchas. E a tração será a integral permanente (4Matic), com recursos para encarar situações fora-de-estrada.


 

 


 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Uma viagem com o Mercedes-Benz SLK 250 Sport

 Nesta terça-feira (3), enquanto o ministro de desenvolvimento indústria e comércio exterior, Fernando Pimentel, anunciava o novo regime automotivo, em São Paulo, eu acelerava rumo ao litoral, a bordo do novo SLK 250 Sport, da Mercedes-Benz. Você deve estar se perguntando: e o que o pronunciamento do Pimentel tem a ver com o passeio (ops, test-drive)? A resposta tem apenas três letras: IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Eu explico. Em setembro do ano passado, o governo elevou em 30 pontos percentuais a alíquota do IPI para veículos importados com menos de 5% de conteúdo nacional. O objetivo era frear as importações e equilibrar a balança comercial. E entre as vítimas está o SLK, que vem da Alemanha. Em linhas gerais, as medidas anunciadas na terça visam elevar o conteúdo brasileiro dos veículos estrangeiros e reduzir o IPI, de forma gradual, a partir do ano que vem. Mas enquanto 2013 não chega, os distribuidores traçam estratégias para driblar perdas geradas pelo imposto.
No caso do conversível, a saída encontrada pela Mercedes foi substituir as versões SLK 350 e SLK 200, disponíveis no País desde meados de 2011, pela intermediária 250 Sport. De acordo com a Fenabrave, associação que reúne os distribuidores de automóveis, a linha SLK acumulou 544 emplacamentos de julho a dezembro do ano passado. Dirlei Dias, gerente de vendas e marketing de produto da Mercedes-Benz, justifica a estratégia. "Mesmo sem o repasse de todo o IPI para o consumidor, com a alíquota atual de 30%, o preço do SLK 200 passaria de R$ 218 mil para perto de R$ 270 mil. Já oSLK 350 saltaria de R$ 265 mil para R$ 350 mil. Ficaria inviável", explica. Oferecida desde o mês passado, a nova versão é vendida por R$ 249.900. Dirlei Dias espera que o modelo substituto alcance, “pelo menos”, 400 unidades emplacadas em 2012. Mas o 250 Sport não deve ficar por muito tempo só na gama SLK. Em meados deste ano, a marca promete trazer a versão top 55 AMG, com motor de 421 cv.






Receita alemã

Sob o capô, o 250 Sport traz um motor de quatro cilindros, 1.8 litro, a gasolina, e equipado com injeção direta de combustível. De acordo com o fabricante, ele é capaz de entregar 204 cavalos com a ajuda de um turbocompressor. Toda a potência é entregue aos 5.500 rpm. Já o torque máximo, de 31,6 kgfm, surge logo aos 2.000 giros, mantendo-se até os 4.300 rpm. A tração é traseira e o câmbio 7G Tronic Plus tem sete marchas. Essa combinação de atributos faz o SLK 250alcançar 243 km/h de velocidade máxima e chegar aos 100 km/h em 6,6 segundos. Nada mal para um carro de 1,5 tonelada. Concorrente direto do roadster da Mercedes, o BMWZ4 sDrive23i é mais leve (1.430 kg) e tem os mesmos 204 cv, mas demora 7,3 s para chegar aos 100 km/h. Assim como o rival, o Z4tem tração traseira e câmbio de sete marchas, porém levaria vantagem já que conta com sistema de dupla embreagem para agilizar as trocas de marcha – o SLK não conta com esse recurso.
Visualmente, o 250 Sport é idêntico às outras variantes. Inspirado no irmão maior SLS AMG, o SL compacto tem como destaques o capô elegante, a grade dianteira saliente e o belo conjunto óptico com fileiras de leds, inclusive para iluminação diurna. As saídas de escape quadradas, posicionadas de cada lado do pára-choque traseiro também dão ao SLK uma pose de V6. A combinação entre acabamentos cromados ou de alumínio escovado e couro garantem sobriedade e requinte à cabine, que também traz as mesmas saídas de ar em X do SLS, no painel. Falando nele, uma tela colorida posicionada no centro exibe mapas de navegação via satélite Garmin e dial digital de rádio.






Segundo a Mercedes, os revestimentos de couro contam com tratamento químico especial para absorver menos calor quando o interior estiver exposto ao sol. Ou seja, no SLKnão há risco de queimar a pele em contato com o banco de couro em dias ensolarados. Para cobrir a cabine, basta puxar o botão em forma de U, instalado no console central, segurando-o até que a capota acople no para-brisa. A operação leva cerca de 20 segundos, dois segundos a mais que o movimento inverso. Em ambos os casos, a Mercedes recomenda que eles sejam feitos com o carro parado. Com o teto guardado no porta-malas, ainda sobra 225 litros de espaço para bagagens.
Entre os equipamentos embarcados no conversível estão seis airbags, sistema Neck-Pro, capaz de minimizar o efeito chicote na coluna vertebral em caso de colisão, cintos de segurança com pré-tensionadores, ar-condicionado digital, com regulagem de duas zonas, GPS de alta precisão, farol bi-xenon com lentes direcionais e assistente de estacionamento com sensores que medem o tamanho das vagas e dispositivo Attention Assist, que alerta o motorista por meio de sinais sonoros e visuais em caso de um suposto cochilo na direção.

No primeiro trecho da avaliação, viajei no banco do passageiro, que oferece regulagens elétricas do assento, do encosto e dos apoios de cabeça e lombar. Há espaço de sobra para esticar as pernas, mas a posição inconveniente do extintor de incêndio incomoda o joelho esquerdo. Placas giratórias de acrílico transparente, fixadas logo atrás dos arcos de proteção de cabeça, ajudam a diminuir a turbulência gerada pelo vento quando o carro está acima dos 100 km/h. Fiz o test-drive ao lado de um jornalista com 1,84 de altura e cerca de 100 kg de peso. Perguntei se a posição de dirigir era confortável e ele concordou, apesar de a posição do assento estar no limite da regulagem e a cabeça quase encostar no teto.

Ao volante
Assumi o volante do SLK já na rodovia dos Tamoios, que liga a região de São José dos Campos ao litoral norte do Estado. E nos 111 km do percurso pude sentir o comportamento do conversível em trechos sinuosos, com asfalto de qualidade regular ou ruim. A suspensão, herdada da geração anterior do SLK, trabalha muito bem, mantendo o carro estável. Os pneus largos de 18 polegadas também tem papel importante no bom desempenho do conjunto. Mesmo em curvas fechadas, contornadas em alta velocidade, o roadster transmitiu uma sedutora sensação de segurança.
Com o teto fechado e o câmbio na posição D, o que mais chama a atenção é o silêncio dentro do habitáculo. O motor parece adormecido. Mas é só mudar o modo de condução para Sport, apertando um pequeno botão ao lado da alavanca, para o quatro cilindros despertar. Um dispositivo instalado próximo do corpo de borboleta se encarrega de dar o tom diferenciado aos roncos acima dos 4.000 rpm, atiçando quem estiver ao volante. As trocas de marcha ocorrem automaticamente entre 3.000 e 4.000 giros e de forma mais áspera. Alterando para o modo M (manual), os engates podem ser feitos com ajuda de hastes atrás do volante. E esta é a condução mais prazerosa, principalmente nos trechos de serra. Algumas horas e quilômetros depois, eu estava de volta à capital paulista. E apesar de ter feito uma coisa que muita gente sonha em fazer um dia -desfilar a beira-mar ao volante de um conversível de luxo -, quero esclarecer que eu, assim como os colegas que cobriram a coletiva do ministro, estava trabalhando.

 
Powered by Blogspot