quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ranger muda para ser a referência da categoria

 

A Ford Ranger mudou por fora, por dentro e por baixo. A linha 2013 da picape ganhou visual mais agressivo, ficou mais luxuosa e recebeu novos motores. Além disso, a partir de agora o modelo passa a oferecer opções que não existiam na linha, caso do motor flex e do câmbio automático.
A versão flex utiliza motor 2.5 Duratec de comando duplo variável e 173 cv. Chega e já assume o posto de o mais potente da categoria (para se ter uma ideia, o 2.4 da Chevrolet S10 gera 147 cv). O motor a diesel também é novo. No lugar do International (3.0 de 163 cv), entra um novo motor de cinco cilindros e 200 cavalos. Como o antigo, ele é dotado de turbina de geometria variável, da Garrett. Dependendo da velocidade dos gases de escapamento, as pás mudam a abertura. O resultado é um comportamento muito bom em qualquer faixa de rotação. Graças ao sistema, a Ranger também passa a ser a mais potente da categoria (a Frontier tem 190 cv).







A Ford ainda não divulgou a relação completa de preços, mas anunciou que vai ser bem competitiva: a cabine dupla 4x2 flex XLT vai custar R$ 75.500. Já a topo de linha, Limited, com motor a diesel, 4x4, automática, vai sair por R$ 130.900. O preço é equivalente ao das concorrentes (sempre considerando os modelos mais caros), porém, nenhuma vem tão completa, caso dos seis airbags, GPS no painel, câmera de ré, etc.
Em termos de estilo, João Marcos Ramos, gerente de design da Ford, enfatiza que a proposta foi criar “uma picape da cintura para baixo e um carro de passeio daí para cima”. Isso explica o para-brisa bem inclinado, que reforça o visual esportivo. “Conseguimos robustez na parte de baixo e fluidez na parte de cima”, diz. 





O novo painel é um dos elementos responsáveis por aproximar a picape do universo dos carros de passeio. Por dentro, a Ranger tem luxo comparavável ao de automóveis de passeio sofisticados. O motor a diesel faz pouco barulho, as respostas são boas, a suspensão quase não pula no asfalto (e ignora buracos) e a direção é precisa, sem contar o reduzido diâmetro de curva, muito útil em manobras. O inédito motor 3.2 Duratorq não tem apenas a maior potência, mas também o maior torque da categoria (ao lado da S10): são 47,9 kgfm a partir de 1.750 rpm. Graças a ele, a 120 km/h a Ranger anda suavemente a 2.000 rpm. Pressionando o pedal, porém, ela se transforma. No teste, fez 0 a 100 km/h em 11 segundos.
A única coisa que poderia ser revista é o comando do computador de bordo. Ele é feito pelo botão do hodômetro, diretamente no quadro de instrumentos. É muito mais fácil acessar os comandos nas alavancas ou no volante, em vez de ter de pôr a mão atrás da direção para consultar o computador. Outra coisa: como em outros carros da marca, a Ranger informa consumo em litros por 100 km, e não o tradicional, km/litro. Para compensar, o sistema de som é muito bom (Bosch), o modelo vem com GPS no painel e o ar digital é dual zone. O câmbio automático de seis marchas tem alavanca curta, como em carro de passeio, e opção de trocas sequenciais. 





Na terra a picape também apresentou disposição. Graças ao controle de descida, é possível deixar toda a operação por conta da Ranger. Basta apertar o botão no painel que o dispositivo vai freando individualmente as rodas, para manter a picape na trajetória. Como na VW Amarok, não é preciso nem frear nem acelerar. A diferença, em relação à VW, é que na Ford a aceleração pode ser feita por meio do controlador de velocidade. Há possibilidade de bloqueio de diferencial, e a tração 4x4, engatada por meio de um botão giratório, pode ser feita a até 120 km/h.
Além do controle de descida, a Ranger também vem com o dispositivo que impede a volta, quando se solta o pedal de freio em aclives, durante o tempo em que o motorista leva para tirar o pé do freio e pisar no acelerador. 






A nova Ranger é o resultado de um projeto global, desenvolvido na Austrália por engenheiros da Ford do mundo inteiro. A razão é que ela tem previsão de ser vendida em 180 países, ou “95% do planeta”, destaca a montadora. Por aqui, ela diz que está preparada para o aumento de demanda. Para isso, a fábrica da Argentina já implantou o segundo turno de produção.
Acompanhe na revista Autoesporte de julho o comparativo da nova picape. Na revista, ela enfrenta Volkswagen Amarok, Chevrolet S10, Toyota Hilux e Nissan Frontier.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Renault corta produção na Argentina


O mal momento do mercado brasileiro de veículos já começa a fazer vítimas. Nesta segunda-feira (11), uma reportagem da agência de notícias Automotive News informou que a Renault vai interromper (imediatamente) dois turnos na fábrica de Córdoba, na Argentina, em resposta à forte queda nas exportações de carros ao Brasil. Segundo a publicação, o envio de modelos produzidos no país vizinho recuou 46% em maio na comparação com o mesmo mês de 2011.

De acordo com o Automotive News, um dos turnos da unidade "hermana" será interrompido ainda hoje (11), e o segundo será paralisado na próxima sexta-feira (15). Pelo balanço da Adefa (Associação das Fabricantes de Veículos da Argentina), o mercado local caiu 15% em maio, enquanto a produção encolheu expressivos 24% no mês. Na reportagem, a consultoria Boris Segura diz que o mercado argentino deve avançar modestos 2% em 2012, influenciado pelas recentes restrições alfandegárias envolvendo Brasil e Argentina.

Venda de importados sobe em maio; mas queda é de 16,3% no ano


Enquanto a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, comemora alta de 12,1% nas vendas de automóveis e comerciais leves no mês de maio (com vendas de 274.278 unidades ante 244.576, em abril), a representante das importadoras não tem tantos motivos para festejar. Em balanço divulgado hoje, a Abeiva revela que a alta no comércio dos modelos de suas associadas foi de apenas 4% no último mês, quando 12.388 veículos foram emplacados - 471 a mais que em abril.

Parte dessa diferença pode ser atribuída ao fato de que o desconto no IPI promovido pelo governo para aquecer o setor automotivo teve pouco impacto sobre os importados. O motivo óbvio é o "Super IPI", que continua somando 30 pontos percentuais aos carros trazidos de outros países, que não os do Mercosul ou o México. "Depois do pacote de incentivos anunciado no dia 21 de maio, de redução da alíquota do IPI para carros de 1.0 de 7% para 0%, veículos de 1.0 a 2.0 litros de 11% para 5,5% [flex] e de 13% para 6,5%, somente as montadoras se beneficiaram. Os carros importados tiveram redução, mas de 37% para 30% no carro de 1.0 litro e de 41% e 43% para 35,5% e 36,5%, respectivamente para veículos de 1.0 a 2.0 litros flex fuel e gasolina, sem levar em conta a alta do dólar", avalia Flavio Padovan, presidente da Abeiva.

O melhor desempenho em maio não alivia a situação dos importados no país. Se comparado a igual período de 2011, o resultado desse ano é 35,6% inferior - naquele mês, 19.227 unidades foram vendidas. Já se considerarmos os cinco meses de 2012, a queda é 16,3%: entre janeiro e maio últimos, 59.768 modelos foram emplacados, contra 71.388 do ano passado. No balanço divulgado em abril, essa redução nas vendas era de 9,2%.

Diante desse cenário, a participação das marcas associadas à Abeiva (veja lista abaixo) no mercado nacional caiu de 4,87% em abril para 4,51% em maio - em maio de 2011, ela era de 6,4%. Se levarmos em conta o total de emplacamentos até o fim de maio, vemos que o market share caiu de 5,28% em 2011 para 4,63% nesse ano.

Altos e baixos
As marcas que mais sentem as mudanças no mercado brasileiro até o momento, são Aston Martin, Effa Changhe, Porsche, Kia e Ssangyong. No acumulado do ano, suas vendas registraram queda de 73,7%, 69,8%, 65,8%, 45,4% e 41,1% - respectivamente. Apesar disso, a Kia Motors segue como a fabricante que mais vende importados no país: foram 18.171 unidades no ano (em 2011, o número chegava a 33.309) e 4.175 em maio (3.980 em abril).

No caminho oposto, aparecem marcas que cresceram acima dos 50% do ano passado para cá. Lidera essa alta no desempenho a Jinbei Automobile (que comercializa Towner e Topic), que viu suas vendas subirem 133,5% em 2012 - para 488 unidades. Na sequência, está a Lamborghini, que cresceu 100% (vendeu 12 modelos). Depois, vem Chery (58,9% com 7.962 unidades), Jeep (55,4%, 1.259 veículos) e Dodge (54,3%, 1.531 carros).

Veja abaixo a lista dos modelos mais vendidos em maio e o ranking das importadoras no mês passado.
Top 10 das importadoras da Abeiva - tomando maio como referência.

Marca Vendas
Maio (2012)
Maio (2011)
Acumulado (2012)
1º Kia Motors 4.175 8.111 18.171
2º JAC Motors 1.750 3.039 8.535
3º Chery 1.387 1.532 7.962
4º Land Rover 775 572 3.467
5º Suzuki 652 561 2.841
6º BMW 631 1.087 3.014
7º Hafei Motor 529 690 2.700
8º Effa Hafei 470 832 2.447
9º Audi 303 472 1.642
10º Dodge 299 173 1.531

Top 10 dos modelos comercializados no último mês.
Modelo Vendas
em maio (2012) Acumulado
do ano
1º Chery QQ 823 4.340
2º JAC J3 786 4.234
3º Kia Sorento 780 2.717
4º Kia Bongo 746 3.757
5º Kia Cerato 703 2.685
6º Kia Sportage 659 3.220
7º Kia Picanto 596 2.613
8º JAC J3 Turin 510 2.738
9º Land Rover Evoque 474 2.376
10º Hafei Towner Pick Up 456 2.232

Marcas associadas à Abeiva:
Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, JAC Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mazda, Mini, Porsche, Ssangyong, Suzuki e Volvo.

A bordo do novo EcoSport


A nova geração do EcoSport ainda nem chegou ao mercado, mas já participou de um show de música em Salvador (BA) e, neste sábado, dia 9, jogou futebol em São Paulo (SP). Isso mesmo. E no comando do jipinho estavam nada menos que o atacante Robinho, do Milan, e o goleiro Marcos, ex-Palmeiras.

O chamado "EcoSport Parade" envolveu cobranças de pênaltis entre os jogadores, usando o carro para bater numa bolona de 22 kg em direção a um gol gigante. Enquanto um "chutava", o outro tentava "defender" a bola - e tudo narrado pelo apresentador Márcio Garcia.




Brincadeiras à parte, foi a primeira chance de conferir o novo modelo da Ford de perto. Após o jogo, Autoesporte teve acesso à versão Titanium 2.0 manual do EcoSport, a topo de linha nessa primeira fase de lançamento (depois virão o 2.0 automático de seis marchas e o 2.0 4WD, com tração integral).

A versão definitiva do jipinho manteve praticamente todo o arrojo visual do protótipo mostrado no Salão de Nova Délhi, na Índia – mudou apenas o interior dos faróis, que perdeu o feixe de leds. Ao vivo, é interessante como o carro se mostra imponente e compacto ao mesmo tempo, com destaque para a enorme grade dianteira e a coluna traseira preta, fazendo a ligação entre os vidros laterais e o traseiro. Detalhe bacana é a maçaneta embutida na lanterna direita. Basta apertar um botãozinho sob a abertura na peça e puxar a tampa, que serve de apoio para o estepe. O porta-malas aparenta ter tamanho semelhante ao do atual, ao redor dos 300 litros.







Mas se o estilo externo era conhecido, o interior só havia sido visto pelos jornalistas em fotos. E o que a gente encontra é uma versão ampliada do New Fiesta: das saídas de ar ao sistema de som com desenho inspirado em teclados de celular, passando pelo quadro de instrumentos, tudo lembra o hatch mexicano. A novidade maior fica pela parte central do painel, já que esse Eco traz ar-condicionado digital e partida por botão, como no Focus Titanium. O porta-luvas é refrigerado.

Em relação ao New Fiesta, a posição de dirigir é obviamente mais elevada e a alavanca de câmbio fica um pouco mais baixa. Mas a grande diferença fica por conta do espaço interno: aqui não tem aperto no banco traseiro, nem para as pernas, nem para a cabeça. Com o banco da frente regulado para meu 1,78 m, fiquei bastante confortável atrás. E há encosto de cabeça também para o quinto ocupante.




O modelo mostrado ainda era um pré-série, trazendo alguns plásticos sem acabamento. Mas já deu para perceber que a qualidade evoluiu em relação ao EcoSport atual. Há detalhes bacanas como peças imitando alumínio escovado e a parte central do console em "black piano", além do painel bicolor - cinza e bege claro, no caso dessa versão Titanium. Notamos também as inscrições "airbag" nas laterais do teto (indicando a presença das bolsas laterais) e a costura vermelha nos bancos de couro preto.

Outros equipamentos já são conhecidos do New Fiesta: controle de estabilidade, assistente de partida em rampas e o sistema de entretenimento Ford Sync, que oferece entrada para iPod (além da auxiliar) e conexão Bluetooth com celular.








A chegada do novo EcoSport às lojas deve acontecer em agosto, primeiro nas versões SE, FreeStyle e Titanium, com motores 1.6 Sigma (115 cv) e 2.0 Duratec (145 cv), sempre com câmbio manual. Conversando com executivos da Ford, nota-se que a intenção é manter o preço nos patamares atuais. Ou seja, a partir de R$ 55 mil.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Holden mostra sua versão do Chevrolet Trax


A Holden, divisão australiana da General Motors, revelou na última sexta-feira (8) a primeira imagem do Trax, crossover compacto que será lançado no país – e no mundo – em 2013. Criado para competir com o Ford EcoSport em nível global, o utilitário será revelado por inteiro em setembro, no Salão de Paris (França). Até o momento, a GM não divulgou informações técnicas do modelo. Mesmo o interior e o visual da traseira permanecem "desconhecidos".

Aparentemente, o Holden Trax não sofreu qualquer modificação de estilo em relação ao Chevrolet. Na imagem, a única diferença é a grade frontal com o escudo da divisão australiana, que traz um leão ao centro. O Trax com a gravata dourada da Chevrolet foi revelado em maio, poucos meses após a GM mostrar o Buick Encore e o Opel Mokka, crossovers feitos sobre a mesma plataforma. Aliás, o interior do Trax deve ser bem parecido com o do Encore (veja abaixo).









Na Inglaterra, a Vauxhall (divisão local da GM) já anunciou preço, mecânica e versões do Mokka. O crossover compacto já pode ser encomendado a partir de £ 16.995 (R$ 53,3 mil com taxas locais). As entregas começam em novembro. Por lá (Europa), o Mokka será oferecido em três versões (S, Exclusiv e SE) e com três motores. A de entrada vem equipada com o bloco 1.6 16V a gasolina de 115 cv de potência e câmbio manual de cinco marchas.

Pouco mais acima, a versão intermediária traz o (cada vez mais conhecido) motor 1.4 turbo de 140 cv – que também equipa Cruze e Sonic nos Estados Unidos. Este propulsor pode vir acoplado a transmissões manual e automática de seis marchas. Os dois câmbios também gerenciam o bloco 1.7 diesel turbo de 130 cv. Haverá opções de tração dianteira ou integral (4X4). E a lista de equipamentos terá itens modernos, como o sistema "ecológico" start/stop.



Eleito o Mustang GT tunado por mulher para o SEMA


Depois de dez dias de votação on-line, foi escolhido o Mustang GT 2013 que será exposto no SEMA, maior feira de personalização automobilística do mundo, sediada anualmente no mês outubro, em Las Vegas. O vencedor foi o High Gear, desenvolvido pela designer da Ford Jennifer Seely. O modelo concorria com outras duas idéias formuladas pela equipe feminina de projetos da montadora.

Um dos objetivos da tunagem era dar uma cara mais feminina ao Mustang GT, parte do nicho dos masculinos muscle cars. A designer alcançou a meta trazendo para o modelo referências do como jóias, alta costura e arquitetura, visíveis sobretudo nos detalhes do veículo.







Rodas, barra horizontal dos parachoques dianteiros, retrovisores e o símbolo do cavalo na grade frontal aprecem em ouro-rosa, contrastando com a pintura setim preto. Alguns itens no interior do carro, como painel, volante e pomo do câmbio também receberam a cromagem especial. Nos bancos, o couro de alta qualidade vem acompanhado por um tecido mais delicado, semelhante à camurça. O capô não ficou de lado e recebeu entradas de ar especiais e detalhes dourados.

Um Mustang GT 2013 concedido pela Ford, patrocinadora do Ford Mustang Women, passará pelas alterações de Jennifer Seely nos meses de julho e agosto, ganhando as formas do High Gear. Depois de sua exposição no SEMA, em outubro, o esportivo será leiloado em um evento beneficente através do eBay. O valor arrematado vai para o SEMA Memorial Scholarship Fund, fundação que oferece bolsas de estudo a potenciais futuros profissionais e inovadores da indústria automotiva.

Elétricos da Mitsubishi disputarão corrida nos EUA


Dia 8 de julho, Colorado, Estados Unidos. Em meio a roncos estridentes e cheiro da gasolina queimada, os elétricos da Mitsubishi serão postos à prova, pela primeira vez, em uma competição repleta de curvas acentuadas e ziguezagues. Quem desconfia do desempenho dos carros que não queimam combustível e não emitem poluentes estará atento à próxima edição do Pikes Peak, corrida tradicional que ocorre anualmente e desafia os pilotos a percorrer 19 quilômetros, largando a 2.862 metros de altura e cruzando a linha de chegada a 4.300 metros.

Os elétricos estreantes da marca japonesa na corrida serão o i-MiEV, modelo que inclusive já roda no Brasil, e o i-MiEV Evolution, uma variante preparada especialmente para o Pikes Pike. Com três motores elétricos de 80 kW cada, essa configuração exclusiva atinge potência máxima de fortes 240 kW – algo em torno de 326 cavalos. O motor e as baterias são os mesmos do modelo original, e a tração é 4x4 integral. O i-MiEV que conhecemos recebeu só alguns retoques: novo pára-choque dianteiro, barras estabilizadoras e equipamentos de segurança.

A montadora japonesa não quis arriscar e escolheu pilotos de primeira linha para aumentar as chances de um bom desempenho dos carrinhos "ecológicos". No Evolution, Hiroshi Masuoka, duas vezes campeão do Rally Dakar, vai se aventurar nas 156 curvas da prova. Na versão original, a norte-americana Beccy Gordon mostrará se traz o dom da família. Sua irmã, Robby, já participou de competições como as 500 Milhas de Indianópolis e o Rally Dakar. O marido, Ryan Hunter-Reay, também é piloto da Indy.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Aceleramos o Toyota Etios, primeiro popular da marca


Nem os protocolos orientais esconderam a ansiedade dos executivos da Toyota em lançar seu primeiro compacto no Brasil. O Etios foi revelado nessa quarta-feira à imprensa brasileira, no Japão, ainda sob clima de mistério: pairam no ar as informações de potência e torque dos motores, opções de configurações e preços.Tudo para blindar a concorrência.
Mas pode esperar: o Etios, que começa a ser produzido na nova fábrica da Toyota em Sorocaba (SP), chega ao mercado em setembrpo, nas versões hatch e sedã. Para o hatch, serão oferecidos motores 1.3 e 1.5 flex, ambos 16V, enquanto o três volumes terá apenas o 1.5. Os dois, por enquanto, só serão oferecidos com câmbio manual de cinco marchas.


Para o hatch, a Toyota anuncia o VW Gol como rival direto, já que é o líder de mercado, além do Fiat Palio. Mas é o nome de outra fabricante que não sai da cabeça dos executivos. "Como vocês devem saber, a Hyundai vai lançar um novo carro no segundo semestre", comentou Isami Nishimura, responsável pelo projeto Etios, referindo-se ao compacto HB. Já o sedã enfrentará modelos como Logan, Fiat Siena e Chevrolet Cobalt. Os preços devem variar de R$ 33 mil a R$ 50 mil.

Não parece o modelo indiano?
Em relação ao design (que é melhor ao vivo) é praticamente o mesmo em relação ao Etios lançado no ano passado, na Índia. Mudaram detalhes sutis, como a grade do radiador, calotas, spoiler traseiro e alguns materiais, como o tecido dos bancos. Além disso, o hatch nacional obteve melhoria de 15% na rigidez torcional em relação ao indiano.






Acabamento
"Uau, é o Etios!". Essa foi a frase inspiradora do marketing da Toyota ao criar a campanha publicitária. Na nomenclatura do carro, a Toyota trocou o "i" do nome por um ponto de exclamação, com a intenção de surpreender os consumidores. Mas é bom recapitular: o Etios não é Corolla, nem carro premium. Foi feito para ser barato - e isso explica muita coisa, como a simplicidade no acabamento (mesmo considerando que as versões avaliadas eram de pré-série). 







O plástico rígido das portas salta aos olhos. Algumas peças apresentam fragilidade, como a pequena aba que protege a entrada USB do sistema de som. O tecido dos bancos é simples, sem qualquer tipo de refinamento. Sem contar o porta-luvas que, apesar de ter capacidade para 13 litros, tem tampa muito grande, que atrapalha o movimento do braço até o fundo do compartimento.







Velocímetro e conta-giros ficam no centro do painel (e não atrás do volante), item que parece aparentar modernidade, mas desvia a atenção do motorista. E ali também há um display digital, quase imperceptível: a tela, que traz dados do hodômetro e tanque de combustível, é muito pequena, de difícil leitura.

Dirigibilidade
O contato com o Etios foi curto: apenas algumas voltas em um autódromo, em condições limitadas. Ainda assim, deu tempo de se encantar com a suspensão firme e a bom comportamento do carro em curvas. O carro é bem acertado, tem direção objetiva. Efeito das 16 válvulas, o motor demora um pouco para ganhar fôlego em algumas retomadas. O hatch em exibição tinha pneus 175/65 R14, enquanto o sedã 185/60 R15. Segundo a Toyota, o Etios hatch equipado com motor 1.3 acelera de zero a 100 km/h em 11,9 segundos (com etanol), e chega a fazer até 9,54 km/l na cidade.







Espaço
O sedã acomoda bem os passageiros e o espaço é bom, mesmo com três adultos sentados no banco de trás - há apenas dois encostos de cabeça laterais para eles. Mas os mais altos não batem a cabeça no teto e tem espaço livre para as pernas. O assoalho é quase plano, sem o túnel central, o que facilita a vida de quem viaja no meio. O Etios sedã tem capacidade para transportar até 595 litros no porta-malas, um dos melhores do segmento.
A fábrica de Sorocaba já está preparada para trabalhar com capacidade produtiva de 70 mil veículos por ano, número que a Toyota deseja atingir no primeiro ano completo de produção. Mas a empresa já tem licença ambiental para produzir 400 mil carros - além de hatch e sedã, a fábrica também pode servir para a chegada dos novos compactos derivados da plataforma B, como anunciou o vice-presidente da marca,Yukitoshi Funo, ao falar dos próximos oito modelos voltados aos países emergentes. 

Peugeot 508 chega como sedã de luxo por R$ 119.900


Uma das maiores qualidades do crossover 3008, lançado em 2010 no Brasil pela Peugeot, era o motor 1.6 turbo a gasolina. Para um carro tão grande e pesado, um bloco de litragem tão baixa pareceria não dar conta. Mas foi justamente o oposto, e o motor não apenas cumpriu a tarefa como ofereceu vantagens em economia e leveza. Agora a Peugeot lança no país seu sedã de luxo 508. E, sem muita surpresa, mais uma vez o maior destaque do carro é o motor 1.6. Sim, o mesmo.
O sedã chega por R$ 119.900, em uma aposta não muito arrojada da marca francesa. Por este preço, bate de frente com o renovado VW Passat 2.0 Turbo de R$ 122.450, tenta fazer frente ao alemão Mercedes C180 1.8 de R$ 134.900 e não parece ameaçar em nada o temido Hyundai Azera 3.3 de R$ 114.924. A aposta, segundo o presidente da marca no Brasil, Frederic Drouin, será no extenso pacote de equipamentos. "Podíamos trazer o carro com preço menor e menos equipamentos. Mas decidimos trazê-lo completo, o consumidor deste segmento quer um carro competitivo e com bom volume de itens", esclarece o executivo. 









A decisão de trazer o sedã ao país veio antes do chamado SuperIPI. Mas a manobra governamental não alterou os planos da marca. "Decidimos importar o 508 mesmo com o novo IPI. É um carro importante em termos de imagem, para mostrar nossa tecnologia", explica Frederic. A perspectiva da Peugeot é de vender 200 unidades até o fim do ano - entre 30 e 40 em cada mês.
Pacote atraente
O 508 já vem com o head up display colorido, uma tela translúcida que exibe na altura do parabrisa as informações de velocidade e as indicações do GPS. Também acompanha o park-assist, que auxilia na hora de estacionar ao indicar se as vagas paralelas têm espaço suficiente para o carro. O sistema Open & Go oferece destravamento das portas e ignição sem precisar tirar a chave do bolso. Há ainda a central multimídia com navegador, ar-condicionado com climatização de quatro zonas, teto-solar, freio elétrico de estacionamento automático (que trava com o carro parado e destrava ao pressionar o acelerador), faróis de duplo xenôn adaptativos que acompanham o faixo nas curvas, regulagem elétrica nos bancos, entre outros. 








São mimos interessantes, embora perfeitamente compatíveis com a faixa de preço. Eles parecem servir como chamariz para contornar um preconceito inicial de quem ouve falar do carro: um sedã de luxo com motor 1.6? Sim, e funciona muito bem. Desenvolvido em parceria com a BMW (e já devidamente utilizado em projetos da Mini), o bloco turbo tem comando variável e oferece 165 cv de potência a 6.000 rpm, uma beleza na estrada. Já os 24,5 kgfm de torque ficam disponíveis aos meros 1.400 rpm, o que torna a vida muito mais tranquila nos trajetos urbanos diários e facilita muito em ultrapassagens. Silencioso, o motor se torna a grande diversão do carro mesmo em regimes de baixa rotação. Mas é na estrada que é fácil perder a sensação de velocidade, mesmo enquanto o display indica 80, 100, 120 km/h... cuidado com o radar! O 508 nunca parece estar tão veloz quanto realmente está.
O câmbio automático de seis marchas é bom parceiro. As trocas podem ser feitas também pelas borboletas posicionadas atrás do volante, sem qualquer tipo de resistência do sistema para reduzir ou aumentar as velocidades. Mas o 508 não é um projeto que transpire esportividade, então o melhor a fazer é deixar que a caixa faça sua curva de velocidade à vontade, confortavelmente. Com suavidade, a direção levará para onde você quiser. 






O acerto de suspensão feito para o Brasil, aliás, aplica bem a máxima de que os asfaltos nacionais exigem uma atenção bem especial. No trajeto feito até chegar em Campos do Jordão (SP), trechos em obras na estrada foram feitos sem afetar a tranquilidade do motorista ou dos ocupantes. Em especial no banco de trás, onde o entre-eixos de 2,81 oferece ótimo espaço para as pernas e uma curva estrategicamente posicionada na ligação do teto com a terceira coluna garante que nenhuma cabeça vá ficar batendo no forro. Este último toque de design inteligente mantém o visual esguio exterior do 508 e não sacrifica o conforto interior ou o espaço do porta-malas (de 473 litros).







É, então, uma pena que todo esse conjunto seja aplicado em um veículo sem qualquer emoção. Na busca pelo requinte, o desenho do 508 traz algumas curvas sofisticadas na dianteira e em detalhes da lanterna traseira - que, segundo a Peugeot, imitam garras -, mas não consegue sair do formato tradicional e atingir o arrojo dos concorrentes coreanos. Mesmo o display multimídia, por exemplo, traz cores em tom pastel e detalhes pouco evocativos. Os controles são feitos por seletores circulares que, embora façam o serviço, não incentivam a explorar mais do sistema. A Peugeot não fez muito esforço para sair do comum no projeto, por isso não consegue oferecer nenhuma inovação para o segmento.
Então eu estava lá, confortável após a justar o banco elétrico, a temperatura do meu lado do carro, o head up display na altura ideal, a música carregada via bluetooth do celular... Mas eu só conseguia prestar atenção no ótimo desempenho do motor 1.6: "mal vejo a hora de colocarem um pouco mais de emoção nisso". Por um preço menor, talvez eu até me emocionasse mais.

Citroën DS3 é o hot hatch que faltava


O fim da reta se aproxima. O velocímetro aponta 150 km/h, obtidos com a quarta marcha "cheia". Curva à esquerda. Reduzo para terceira, segunda, freio forte e aponto a frente do Citroën DS3 para cima da zebra, já fazendo a tangente para apontar na próxima reta. Com o controle de estabilidade desligado, o hatch desgarra um pouco de frente e segue escorregando controladamente até a zebra oposta. E tome reta de novo, terceira, quarta marcha... O motor 1.6 16V turbo tem pegada (os 24,5 kgfm de torque surgem logo a 1.400 rpm), mas é com giro alto que ele gosta de trabalhar.
Agora temos uma leve curva à esquerda e uma mais fechada à direita, que exige pé pesado no freio e novas reduções. O câmbio manual de seis marchas tem engates curtos, o que ajuda na pilotagem. Hora de convocar os 165 cv mais uma vez, e logo nos deparamos com um "S" em descida – um verdadeiro teste para qualquer suspensão. Mesmo a mudança brusca de direção, que faz a carroceria rolar de um lado para o outro, não desequilibra o esportivo. A traseira segue perfeitamente presa ao chão, enquanto a dianteira obedece caninamente as ordens da direção. 







À essa altura, eu já me dava por covencido: a relação custo-diversão do DS3 é imbatível. Ele tem o preço do Mini Cooper Salt e traz o motor do Cooper S. Precisa dizer mais? Tá bom: é bem mais charmoso que o Bravo T-Jet e deixa o Fiat comendo poeira, por alguns reais extras. Saudade do Civic Si? Oras, o francesinho anda mais e custa uns R$ 20 mil a menos. E olha que ele já vem com ar digital, entrada para iPod no sistema de som, ESP, airbags fontais e laterais, ABS, computador de bordo... O único opcional é o revestimento de couro, por mais R$ 2.900. Ou seja, um DS3 completo vai custar no máximo R$ 83 mil. É o hot hatch que faltava!
Foi divertida aquela sexta-feira com o DS3 na pista da Fazenda Capuava, em Indaiatuba (SP). Às vezes as marcas exageram ao fazer lançamentos de sedãs de família por lá, mas a Citroën não poderia ter sido mais feliz na escolha do local de apresentação do modelo. Afinal, o compacto fashion da marca não foi feito só para desfilar. Quem manja de carro sabe do apreço que os bons Citroëns costumam ter por curvas. Agora com motor desenvolvido em parceria com a BMW, as coisas ficaram ainda melhores. Para completar, o carrinho é cheio de estilo: carroceria duas portas, coluna central em forma de barbatana de tubarão, feixe de leds no para-choque dianteiro, teto e rodas aro 17 pintados de preto...





O interior segue à altura. Os bancos têm desenho esportivo, com ótimo apoio lateral, enquanto a direção elétrica é comandada por um belo volante de três raios. A cabine segue as linhas do novo C3 que estreia no Brasil no segundo semestre. A diferença crucial fica pelas opções de personalização, como máscaras coloridas para o painel e apliques para o pomo da alavanca de câmbio. Passando aos lugares de trás, nada de aperto. Fiquei justo com meu 1,78 m, mas sem bater a cabeça no teto ou o joelho no encosto da frente. Existe até uma prática alça para ajudar os passageiros a sair. A reclamar, apenas a falta de uma iluminação na parte dianteira da cabine – há apenas uma luz no centro do teto.
Saindo da pista, o DS3 é mais confortável do que se espera. Aquela suspensão firme que fez minha alegria nas curvas não chega a maltratar sua coluna como a de um Mini Cooper S ou um Civic Si. E a direção fica levinha em baixas velocidades. Apesar de baixo, o esportivo não raspa à toa em valetas. O lado "cansativo", quem diria, fica por conta do próprio powertrain. O câmbio exige trocas constantes (e o engate da segunda às vezes é um pouco duro), enquanto o motor pede certo giro para desenvolver. Nas curvas de esquina e saídas de lombadas em segunda marcha, abaixo de 2 mil rpm, o carro demora um pouco a embalar. O ideal é andar com 3 mil rpm para cima, quando entra a "puxada" do turbo.






É difícil andar devagar com o DS3, mas, se você fizer isso, será recompensado pelo baixo consumo: nossa média entre cidade e estrada ficou em 13 km/l de gasolina (ele não é flex). Sobre os testes de desempenho, bem.... A medição completa do novo Citroën está na revista Autoesporte de junho, que chega às bancas nesta semana. Nela, você encontrará uma reportagem especial do DS3 ao lado de Mini Cooper, Hyundai Veloster, Fiat 500 e Audi A1 – com direito a cinco gatas para ajudar na avaliação. Ah, posso adiantar que o DS3 fez bonito.

sábado, 9 de junho de 2012

Porsche Cayman 2013 é flagrado em Stuttgart

Depois do 911 e do Boxster, mais uma das obras da linha 2013 da Porsche começa a dar as caras. Na semana passada, o novo Cayman da montadora foi flagrado em vídeo quase sem disfarces circulando pelas ruas de um distrito em Stuttgart, na Alemanha.

O cupê deve trazer design e motorização semelhantes ao já revelado Boxster. De acordo com o site Autoblog, a versão 2013 do veículo deverá ter motor 2.7 que gera 268 cv de potência. A página informa, ainda, que na versão S, de alta performance, o carro apresentará motor 3.4 capaz de despejar até 319 cv.

A nova geração do Porsche Cayman tem previsão de chegada no mercado apenas em 2013. Primeiro, ele deve ser apresentado no Los Angeles Motor Show, em novembro deste ano.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Mercedes SLS ganha versão AMG GT com 20 cv a mais


A Mercedes-benz tem uma má e uma boa notícia para você. A primeira é que a produção do SLS AMG acabou na linha 2013 da marca alemã. A boa é que ela deu lugar ao SLS AMG GT, uma versão evoluída do original. Isso significa que o topo de linha ficou ainda mais nervoso, sem perder as opções Coupé e Roadster.

O motor, por exemplo, permanece o mesmo V8 6.2 do modelo atual, mas ele foi acrescido de 20 cavalos, atingindo um total de 591 cv a 6.800 rpm no novo SLS. A melhoria se refletiu no desempenho, claro. E agora o esportivo atinge 100 km/h em 3,6 segundos - um décimo de segundo mais rápido que antes, segundo a marca. O torque permanece com a mesma cifra de 66,2 kgfm a 4.750 rpm, e a caixa de câmbio continua a automática de dupla embreagem e 7 velocidades AMG Speedshift. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 317 km/h. 










As rodas dianteiras ainda são de liga-leve de 19"calçadas em pneus 265/35 de borracha mais aderente, mas as traseiras agora são de 20" com pneus 295/30. O sistema de suspensão adaptativa também foi retrabalhado, e ficou mais firme nas molas e amortecedores em relação ao SLS de 2012. 









Em visual, exterior e interior permanecem os mesmos, mas o novo pacote de acabamento Designo Style permite uma série de combinações de elementos, como retrovisores externos em fibra de carbono, cobertura do motor em fibra de carbono, rodas de 10 raios em cores adicionais, sistemas de freios de cerâmica e interior com três opções diferentes de acabamento em um ou dois tons, com uma variedade de couro e costuras diferentes. Há ainda o kit multimídia com sistema de som da Bang & Olufsen BeoSound.

As vendas do SLS AMG GT começam no segundo semestre, na Alemanha, e em seguida no resto do mundo. Os preços ainda não foram divulgados.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Renault vai deixar de produzir Mégane Grand Tour

- Um amigo ouviu dizer que a Mégane Grand Tour vai sair de linha. É verdade?
- Imagina... Ela arrebenta em vendas! E você vai pagar uns R$ 20 mil a mais por outro carro com tudo o que a Grand Tour tem!

O diálogo é real e a reação da vendedora pareceu sincera. O que indica que ela ficará surpresa quando souber que a Renault vai, sim, interromper a produção da perua ainda este ano. O espanto se justifica, afinal, a GT nunca vendeu tão bem: em 2011, somou 9.810 emplacamentos, ante 2.864 do ano anterior. Até ontem, 4 de junho, 5.423 unidades haviam deixado as lojas.

O crescimento nas vendas é impulsionado pelas seguidas promoções realizadas pela montadora. Para se ter uma ideia, em junho de 2010, o preço da Mégane GT variava entre R$ 63.000 e R$ 65.500 - para as versões 1.6 (115 cv) e 2.0 (138 cv). No mesmo mês do ano passado, o valor já havia sido reduzido para R$ 49.050 - mas, então, apenas a 1.6 estava disponível (o que acontece até os dias de hoje). Agora, no site da montadora, a perua é anunciada por R$ 47.860 e pode ser encontrada por R$ 46.900 nas revendas. Só por curiosidade, em 2007, quando chegou ao mercado, ela custava cerca de R$ 70.000. No mesmo ano, vendeu 5.802 unidades, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave).

Qual o motivo para a descontinuação da produção, então? A resposta é simples: a Renault precisa ajustar sua linha de montagem. Desde junho de 2011, a fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, opera em três turnos e está no limite de sua capacidade produtiva: 47 veículos feitos por hora - o que dá mais de 1.100 por dia. Nem aos sábados a produção para. Ainda assim, falta veículo para atender à procura, segundo fontes ligadas à marca.










Nesse contexto, a GT sairia de cena para abrir espaço para a ampliação da fabricação de modelos como o Duster e o Sandero, por exemplo. Desde março, o utilitário acumula seguidas altas nas vendas. Foram 2.707 unidades naquele mês, 2.885 em abril e 3.333 em maio. O Sandero segue o mesmo caminho. No último mês, 6.986 hatches foram comercializados, ante 5.447em igual período de 2011. Vale lembrar que nos primeiros quatro meses do ano, a Renault cresceu 29,5% ficou perto de alcançar 7% de participação no mercado - que é sua meta para 2012.

Outra medida que deve auxiliar a Renault no abastecimento do mercado brasileiro é a suspensão das exportações para países como Colômbia e México - para onde são enviados 8 mil veículos. A iniciativa também ajudará a abastecer os estoques durante a parada da fábrica, programada para o período de 15 de novembro a 15 de janeiro. Ao longo desses meses, será dado início à ampliação da fábrica, que permitirá a produção de 60 veículos/ hora - volume que deve ser atingido até 2015, após o investimento de R$ 1,5 bilhão.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Teste: Chevrolet S10 cabine simples 2.4 flex


Ela não emite aquele assobio de turbo, típico das picapes a diesel. Também não ostenta o luxo e o conforto dos modelos de cabine dupla. O painel simples não tem ar-condicionado digital, e não há airbag nem como item opcional. Tem pisca nos retrovisores, mas não vem com rádio. As portas não travam automaticamente, e o motor 2.4 flex é antigo, apesar das mudanças – caso do cárter de alumínio. Mas há compensações. Enquanto as picapes de cabine dupla, motor a diesel, câmbio automático e tração 4x4 passam de R$ 130 mil, nesta Chevrolet S10 a conversa é outra. É verdade que você perde metade da cabine, mas também economiza mais da metade do dinheiro. Com esse motor, ela parte de R$ 58.868 (LS), ou R$ 61.890 na versão LT, como a testada. A cabine é simples, mas para compensar a caçamba é dupla.

Enquanto a picape de cabine dupla é praticamente um carro de passeio, o modelo de cabine simples nasceu para trabalhar, ou para quem tem muita coisa para carregar. Moto, por exemplo, não poderia pegar carona nos modelos de quatro portas e cinco lugares. Mas, com uma caçamba de 2,32 metros, espaço é o que não falta. As fotos estão aí para provar. 










É claro que, em troca do conforto para a carga, o interior foi um pouco sacrificado. O visual moderno está lá. No trânsito, todo mundo olha para ela com cara de admiração. Às vezes, pinta até uma dor de cotovelo – no próprio motorista. Isso porque o porta-objetos central é alto. Assim, quando se puxa a segunda marcha, normalmente bate-se o braço nele. O painel segue a modernidade do exterior e ostenta o quadro de instrumentos inspirado no do Camaro. Mas falta muita coisa. O volante não tem controle de som – até porque o carro não tem aparelho de som. Na falta dele, fui ouvindo os ruí-dos da transmissão. E eles não foram música para meus ouvidos. A impressão é que alguma coisa ali entre o câmbio e o eixo cardã tem folga.

Se a cabine é um pouco apertada (o espaço para bolsas atrás dos bancos é restrito), na caçamba sobra lugar. A GM fala em 1.570 litros de carga (sem ultrapassar as laterais). E a capacidade de carga é de 1.078 kg.

O motor 2.4 flex de até 147 cv consegue dar boa agilidade à picape de 1.672 kg e 5,37 metros. Na pista, fez 0 a 100 km/h em 13,1 segundos (a versão de cabine dupla cumpriu a prova em 14,3 s). O problema é que, para isso, o esforço do motor é grande. A relação peso-potência é de 11,4 kg/cv. Por causa desse esforço, o motor precisa se alimentar muito bem – ou cair no alcoolismo, como é o caso. Para ir de São Paulo a Tatuí, num percurso de 141 km, a picape tomou 20,2 litros de etanol: média de 7,0 km/l. Na cidade, a média foi de 4,9 km/l, também com o combustível renovável.

Entre os itens de série da versão LT estão ar-condicionado, direção hidráulica, ABS, computador de bordo, alarme, trio elétrico, faróis de neblina, rodas de alumínio aro 16, chave canivete e grade de proteção no vidro traseiro. Som, protetor de caçamba e capota “marítima” são acessórios, vendidos na concessionária, uma forma de melhorar um pouco o faturamento da rede autorizada. Afinal, quase todo mundo vai optar por sair da loja com o trio. Sem protetor de caçamba, a carga risca a lataria com muita facilidade.

Toyota Etios nacional terá motores 1.3 e 1.5 16V


A Toyota confirma: seu novo compacto nacional, que começa a ser produzido no segundo semestre na nova fábrica de Sorocaba (SP), se chamará Etios - assim como na Índia, onde já é vendido, só que sem o “sobrenome” Liva. O carro está sendo apresentado hoje para a imprensa brasileira na cidade de Toyohashi, no Japão. O Etios deve começar a ser vendido em setembro, nas versões hatch e sedã. “Os dois chegam simultaneamente”, afirmou Yukitoshi Funo, vice-presidente executivo da Toyota Motor Corporation.

A marca já havia anunciado o lançamento do Etios para o segundo semestre deste ano, mas os executivos ainda fazem mistério sobre o mês exato do lançamento. “Não posso precisar a data ainda”, disse Funo. Mas no dia anterior outro integrante da empresa deixou escapar que o Etios chega em setembro. A capacidade inicial da fábrica será de 70 mil unidades (no primeiro ano), segundo a marca.










A estratégia da Toyota é concorrer com modelos como VW Gol e Fiat Palio, além dos sedãs compactos, oferecendo modelos na faixa de R$ 30 mil a R$ 55 mil. O Etios terá duas opções de motores: além do novo 1.3 16V flex, haverá o 1.5 16V, também bicombustível - mas apenas o hatch contará com as duas opções, o sedã carregará apenas o bloco 1.5. O câmbio, por enquanto, é apenas manual de cinco marchas. “Temos uma grande preocupação em relação à concorrência, mas como filosofia da Toyota não gostamos de entrar em varejo, onde o cliente fica pedindo descontos. Prezamos muito pela qualidade de serviço e do produto”, afirmou Funo.

Novos projetos - Além do Etios, a Toyota pretende lançar, até 2015, oito modelos compactos voltados para os países emergentes, como China, Ásia, África, países árabes e da América do Sul. “Dentro do projeto de crescimento da Toyota, vemos o Brasil como um país de fundamental importância”, afirmou o vice-presidente. O plano da Toyota é igualar seu faturamento nos países desenvolvidos e emergentes - atualmente a marca tem 55% de faturamento nos países mais ricos e 45% nos países em desenvolvimento.

 
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